Desempenho do frango (vivo e abatido) na 37ª semana de 2020, segunda de setembro
Espera-se a vinda de outras. Mas por ora a semana que passou, segunda de setembro, 37ª de 2020, fica marcada como a de melhor desempenho do frango – vivo e abatido. Porque, graças ao desempenho registrado no período, pela primeira vez na história e ao menos nominalmente, o frango abatido alcança um preço médio que supera os R$5,00/kg, enquanto a ave viva, também pela primeira vez, rompe a média dos R$4,00/kg.
À primeira vista, o mercado do frango apenas acompanhou o momento do mês, ou seja, o período em que as vendas se aceleram em função da chegada dos salários ao mercado. De toda forma, comparativamente a meses anteriores os ganhos do frango abatido podem ser considerados excepcionais, pois aproximaram-se dos 18%.
A valorização do frango vivo foi significativamente menor, de pouco mais de 5%. Mesmo assim pode ser considerada inusitada, pois frente à expectativa de prolongada estabilidade de preço, o produto, após duas altas de cinco centavos cada logo no início do mês, repetiu a dose na semana passada, acumulando quatro reajustes em apenas dez dias de negócios.
A tendência, doravante, é de estabilidade. E não só porque a primeira quinzena de setembro vai chegando ao fim, mas também porque o setor produtivo deve passar a ser pressionado pelas altas que têm ocorrido no setor de alimentos. Como se o produtor fosse o único responsável por essas altas.
Veja-se o caso do frango. O abatido alcança, no momento, um preço médio 28% superior ao de um ano atrás, enquanto a ave viva mostra valorização de 22%. Aparentemente, não é pouco. O detalhe, neste caso, é que as principais matérias-primas do frango, o milho e o farelo de soja, registraram no mesmo período variações de preço superiores a 60%. E também aqui a culpa não é do agricultor, mas do mercado internacional.
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