Importações de frango da Arábia Saudita devem recuar perto de 10% em 2020, prevê USDA
Em novas avaliações (agora abrangendo uma primeira projeção para 2021) sobre as tendências da carne de frango na Arábia Saudita, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) estima que a produção saudita deve chegar neste ano às 930 mil toneladas, volume que, se confirmado, representará aumento de mais de 16% sobre 2019.
Em função dessa expansão, as importações de carne de frango da Arábia Saudita devem recuar perto de 10%, índice que combinado a uma redução de quase 30% nas exportações do produto deve propiciar incremento da ordem de 6% na oferta interna do produto.
A primeira projeção para 2021 sugere aumento mais moderado (+2,15%) na produção, o que, por sua vez, irá redundar em um aumento das importações. E, neste caso, o previsto é algo em torno das 625 mil toneladas, quase 14% a mais que o importado no corrente exercício.
Notar que quase três quartos dessas importações estão representadas por produto brasileiro. Se as projeções do USDA se confirmarem e a participação do Brasil se mantiver no mesmo nível, o volume de carne de frango brasileira destinada à Arábia Saudita pode chegar às 450-460 mil toneladas.
Como as exportações de 2020 tendem a ficar em 420-430 mil toneladas (dificilmente a queda de 10% registrada entre janeiro e agosto será revertida), isso representará aumento anual de cerca de 7%. Mesmo assim, o volume exportado continuará inferior ao de alguns anos anteriores e corresponderá, por exemplo, a pouco mais da metade do registrado cinco anos atrás (789,3 mil toneladas em 2015).
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