Preços do suíno no mercado independente com poucas variações, indicando proximidade com o limite

Os preços negociados no mercado da suinocultura independente nesta semana ficaram mais perto da estabilidade. As altas em praças pontuais foram leves, o que faz com que lideranças do setor acreditem que as cotações estejam chegando a um teto aceito pelo varejo e pela população consumidora.
Em São Paulo, nesta quinta-feira (24), a negociação da bolsa de suínos ficou pela quarta semana consecutiva com o mesmo valor, R$ 8/kg vivo, de acordo com a Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS).
De acordo com o presidente da APCS, Valdomiro Ferreira, "o mercado segue equilibrado entre oferta e demanda, apesar de estarmos na segunda quinzena do mês". Por outro lado, os frigoríficos manifestam insatisfação nos preços praticados em virtude das dificuldades por parte das vendas no varejo.
Assim como são Paulo, Minas Gerais, que também negocia às quintas-feiras, ficou com o mesmo preço pela quarta semana seguida, registrando R$ 8,20/kg vivo. O consultor de mercado da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg), Alvimar Jalles, o mercado mostra equilibrio entre oferta e demanda, e apesar de estável, o cenário é firme.
"Há uma oferta enxuta, o que garante uma manutenção de preços apesar de estarmos no final do mês, e a cotação está alinhada à realidade ao restante das regiões do Brasil, onde os preços de modo geral estão estáveis. Novas expectativas se desenham para o mês seguinte", disse Jalles.
Nesta quinta-feira (24) a comercialização em santa Catarina teve uma leve alta, passando de R$ 7,93/kg para R$ 7,95/kg vivo. O presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos, Losivanio de Lorenzi, afirma que isso é um reflexo da estabilidade há quatro semanas vista em São Paulo e Minas Gerais.
"As exportações dos produtores catarinenses estão cada vez maiores e as indústrias estão entrando para comprar do mercado independente. Precisamos ter essa remuneração porqueos custos estão subindo cada vez mais".
O preço do suíno no mercado independente gaúcho também teve leve aumento, saindo de R$ 7,25/kg para R$ 7,35/kg vivo. O presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul, Valdeci Folador, afirma que o mercado segue em bom ritmo, mas com custos de perodução em patamares muito altos.
"Apesar de ser segunda quinzena, a demanda está muito forte, e isso já vem acontecendo há algum tempo. Talvez ainda possa subir alguns centavos na próxima semana, apesar de que o mercado já estar com queixas a respeito do atual patamar de preços", conta.
No Mato Grosso o preço permaneceu estável em R$ 6,60/kg vivo, conforme diz o presidente da Associação de Criadores de Suínos do Mato Grosso (Acrismat), Itamar Canossa.
"O nosso mercado é basicamente o doméstico, e os preços travaram. O varejo está forçando uma estabilidade, jogando essa forma de pensamento para o frigorífico, que tenta jogar contra o produtor. O argumento deles nos últimos dias foi mais forte", explica.
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