Preços em alta na suinocultura independente indicando exportações e compras aquecidas no varejo brasileiro

Publicado em 08/10/2020 15:05 e atualizado em 08/10/2020 16:31 238 exibições
Lideranças apontam que as redes varejistas já estão preparando os estoques de carne suína para as festividades de fim de ano

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Os preços do suíno no mercado independente tiveram alta nesta semana nas principais praças produtoras. Segundo lideranças do setor, as exportações em alta, as compras do varejo no mercado doméstico para formação de estoques para as festividades de fim de ano e a oferta restrita de animais são fatores que contribuíram para a subida de preços. 

Em São Paulo, de acordo com o presidente da Associação Paulista de Criadores de Suínos, Valdomiro Ferreira, a negociação nesta quinta-feira (8) resultou em um aumento de R$ 0,37, chegando a R$ 8,53/kg vivo. 

Minas Gerais que também negocia os animais às quintas-feiras teve valorização após cinco semanas consecutivas de preço estável, passando de R$ 8,20/kg para R$ 8,50/kg vivo. De acordo com o consultor de mercado da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg), Alvimar Jalles, a Bolsa foi bastante discutida com os frigoríficos que alegaram dificuldades de vendas, mas, ao final o mercado mineiro subiu alinhado com as outras regiões do Brasil

"O pano de fundo da alta do mercado são as exportações para a China. O déficit lá é tão grande que qualquer oferta é insuficiente para suprir. O aquecimento do mercado atualmente vem do Sul do Brasil, onde as exportações são mais ativas", explicou.

Houve melhora de R$ 0,15 no preço em Santa Catarina na negociação nesta quinta-feira, atingindo os R$ 8,12/kg vivo. O presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio de Lorenzi, atribui parte deste aumento às redes varejistas já formando estoques para as festas no final do ano.

"Baseado no dólar alto, sem perspectiva de queda, exportações aquecidas, e ainda sem reflexo do redirecionamento das importações de carne suína pelos países que suspenderam as aquisições da Alemanha, afetada pela Peste Suína Africana, é possível que a China deva importar mais do Brasil. Entãoa credito que ainda tenha espaço para mais altas", afirmou.

O mercado gaúcho de suínos independente também teve valorização, de R$ 7,38/kg para R$ 7,55/kg. De acordo com o presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acrismat), Valdeci Folador, o mercado segue com bom ritmo, sem retenção de animais, sendo vendidos em peso normal. 

"Ainda pode haver reajuste, talvez não tão signicativo, mas há espaço. A oferta de animais está restrita, isso se soma à demanda interna de fim de ano e as exportações positivas, aí há essa possibilidade de subir. Mas os custos de produção também estão aumentando diariamente, o que nos preocupa muito", disse.

No Mato Grosso, segundo o presidente da Associação de Criadores de Suínos do Mato Grosso (Acrismat), Itamar Canossa, o preço segue estável em R$ 6,60/kg vivo, mas aguardando o reflexo da alta em São Paulo e Mians Gerais nos próximos oito ou dez dias.

"Esse novo patamar de preço já foi assimilado pelo mercado. Não há aquele alvoroço em comercializar, então os animais estão saindo da granja com peso normal. Tanto comprador quanto consumidor final na gôndola e produtor já se acostumaram com esse valor em alta", explicou.

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Por:
Letícia Guimarães
Fonte:
Notícias Agrícolas

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