Alta em Minas Gerais beneficia frango vivo em momento inusitado do mês
Na quinta-feira (22), faltando apenas 10 dias para o encerramento de agosto (isto é, no momento mais inusitado do mês, pois no período a demanda é, normalmente, recessiva), o frango vivo comercializado em Minas Gerais obteve mais um reajuste de cinco centavos, sendo negociado por R$4,45/kg.
Esse foi o quarto reajuste no mesmo valor obtido pelos avicultores mineiros em outubro corrente e representa aumento de 7,23% em 30 dias, de 30,88% em 12 meses e de 27,14% neste ano.
Naturalmente, o mote para mais um aumento tem sido a vertiginosa ascensão dos custos, sobretudo os das duas matérias-primas básicas do setor, milho e farelo de soja. Que, neste mês, já estão quase 15% mais caros que no mês passado.
Porém, a simples ocorrência de um ajuste no último decêndio do período indica, também, que a oferta do produto se encontra bastante ajustada, podendo ser até ligeiramente deficitária em relação à demanda do momento.
O fato é que o mercado mineiro se mantém firme há pelo menos quatro meses, mesma situação observada no interior paulista, onde os produtores também têm buscado remuneração mais condizente com o alto custo.
Neste caso, porém, não têm obtido reciprocidade, pois os abatedouros operantes em São Paulo, igualmente afetados pela menor demanda de final de mês, têm procurado controlar a oferta do frango abatido e, com isso, reduzem a demanda de aves vivas.
Sob tais condições, ainda que não ocorra nenhum novo ajuste no mercado paulista, fica uma certeza: os preços recordes até aqui alcançados não retrocedem tão cedo. E nem podem, pois os custos se tornaram avassaladores.
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