Brasil deve buscar outros parceiros comerciais para exportar carne suína, aponta Itaú BBA

Publicado em 10/11/2020 14:42 85 exibições
Banco projeta cenários da recuperação do plantel chinês e alerta setor para possível ruptura entre oferta e demanda da proteína suína

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O governo da China já informou que busca a autossuficiência na produção de carne suína em 95% em um futuro próximo, após o plantel de suínos ter sido reduzido pela metade devido a casos de Peste Suína Africana no país. Sendo assim, de acordo com análise do Itaú BBA, sob a ótica dos exportadores bradsileiros de carne suína fica a dúvida em que medida e em que horizonte o gigante asiático pode vir a depender menos das importações que hoje são expressivas.

Conforme estudo elaborado pelo banco, para o setor de suínos, esta estimativa de tempo é muito relevante pois o ciclo de investimentos e expansão da produção não é rápido e pode ocorrer em descompasso com a demanda futura. 

"Dada a proporção dos atuais volumes importados pela China e, no caso brasileiro, a enorme e rápida concentração do total exportado neste destino, pode ser custoso redirecionar eventuais excedentes em outros destinos externos, como já ocorreu no passado em proporção bem menor na ocasião do embargo russo", apontou o relatório.

Apesar da possibilidade de que a China se recupere rapidamente, conforme os analistas ainda existirá demanda em outros países tradicionais importadores, caso do Japão, Coréia  do Sul, Filipinas, que o Brasil acessa muito pouco, além de outros que o Brasil já tem presença  significativa, caso do Chile, ou vêm ganhando relevância rapidamente, como no Vietnã, que  também sofreu muito com a PSA e pode demorar mais que a China na sua recuperação. 

Conforme informações do relatório do Itaú BBA, entre os maiores importadores, o México é o destino ainda fechado que poderia fazer mais diferença, afinal sua importação anual da ordem de 950 mil toneladas. Porém, excluídos os quatro maiores (China, Japão, México e Coréia do Sul), os demais absorvem volumes inferiores a 250 mil toneladas anuais, nada próximo dos números chineses. 

Sendo assim, na hipótese de um futuro sem a China importadora de carne suína, oupouco dependente, o produto brasileiro precisará buscar avanços nestes outros destinos importantes.

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Por:
Letícia Guimarães
Fonte:
Notícias Agrícolas

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