Poder de compra do frango abatido em relação ao milho decresce mais que o da ave viva
Na média dos 120 meses (10 anos) transcorridos entre janeiro de 2010 e dezembro de 2019, uma tonelada de frango vivo registrou capacidade de compra de 4,570 toneladas de milho, enquanto o mesmo volume de frango abatido permitiu adquirir perto de 6,1 toneladas do grão.
Claro, nesse espaço de tempo houve variações significativas acima e abaixo da média, ocasionadas quase exclusivamente pelas altas e baixas das safras anuais. Mas todas foram temporárias, de curtíssima duração.
Não é o que vem ocorrendo nos últimos 15 meses, isto é, desde janeiro de 2020 até o mês passado, março de 2021. Pois, mesmo tendo sofrido breve reversão em meados do ano passado (mais pela recuperação de preços do frango do que pela baixa do milho), o poder de compra do frango permanece decrescente, tendo atingido seu menor nível agora em março.
Ilustrando, no mês passado uma tonelada de frango vivo foi suficiente para adquirir não mais que 2,9 toneladas de milho, enquanto a mesma tonelada de frango abatido permitiu somente 3,4 toneladas do grão.
Tais resultados, feitas as contas, significam que o poder de compra do frango vivo no fechamento do primeiro trimestre de 2021 refluiu cerca de 36% em relação à média registrada entre 2010 e 2019 e o do frango abatido perto de 44%. Isto – note-se – a despeito de um e outro produto terem aumentado, respectivamente, 47% e 21% nos últimos 15 meses.
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