Frango vivo, ovo, milho e inflação em abril de 2021 e na vigência do real
É lamentável e ao mesmo tempo triste constatar que frango e ovo já não têm mais força para, sequer, acompanhar a inflação. Em abril, conforme a Fundação Getúlio Vargas, o IGP-DI apresentou variação de 2,22%, enquanto o ovo via seus preços refluírem em relação ao mês anterior, registrando queda superior a meio por cento.
O frango vivo mal conseguiu superar o IGP-DI: em abril, apenas 0,19 ponto percentual a mais. Porém, frente a uma variação acumulada de 10,38% do IGP-DI no ano, obteve reajuste de preço que mal passa dos 7%.
É verdade que, em relação a passados 12 meses, o frango vivo apresentou variação de quase 65%. Mas isso se deve aos baixíssimos resultados de um ano atrás, quando o País experimentava a “primeira onda” de isolamento social. Já o ovo obteve em abril valorização anual inferior a 9%, ou seja, muito aquém dos quase 33,5% de variação do IGP-DI em relação a abril de 2020.
Por fim, no período de vigência do real, comparativamente a um IGP-DI mais de 920% superior, o preço do frango vivo (quase 700% de variação) ficou 223 pontos percentuais abaixo e o ovo (486,62%de variação) quase 434 pontos percentuais abaixo.
Quem não perde nesse processo – muito pelo contrário – é o milho, principal matéria-prima dos dois produtos avícolas. Vence frango e ovo no mês, nos quatro primeiros meses de 2021 e nos últimos 12 meses. E chega a abril valendo 1.235% a mais que em agosto de 1994, superando em mais de 325 pontos percentuais o IGP-DI acumulado em pouco mais de 26 anos.
0 comentário
Custos da ração pressionam a suinocultura e exigem estratégia do produtor em 2026
Chile habilita Núcleo Genético Gênesis para exportação de suínos de reprodução
Ucrânia pode perder até metade do rebanho suíno em 2026 com PSA e crise de preços
Carne suína registra avanço no preço externo no início de fevereiro
Exportações de carne de frango ganham ritmo em valor no início de 2026
Como estão os custos de produção na suinocultura?