Governo finaliza projeto do leite

Publicado em 11/07/2011 07:27 221 exibições
A falta de dinheiro pode atrasar o programa Leite Gaúcho, que tem como meta ampliar a produção e melhorar a qualidade do produto. Previsto para ser lançado no Plano de Safra Estadual 2011/2012, no dia 25, o projeto corre o risco de ter sua implementação adiada porque falta rubrica para liberação de R$ 1,7 milhões para a arrancada das ações, adequação de orçamento que depende de aval da Assembleia Legislativa. O secretário de Desenvolvimento Rural e Cooperativismo, Ivar Pavan, espera desatar este nó nesta semana. O projeto de impulso passa pela elevação da produtividade do rebanho e reserva papel importante às cooperativas. Se tudo der certo, o governo espera elevar em 40% a produção entre os parceiros até o fim de 2014 e diminuir a ociosidade industrial. Pelo modelo, cooperativas interessadas fecharão parcerias com o Estado, o que permitirá a seus associados serem beneficiados por curso, crédito diferenciado e assistência técnica especial. "Queremos manter o produtor no campo, melhorar a renda e aproveitar o potencial ocioso da indústria que hoje beneficia 9,5 milhões de litros diários, mas tem capacidade para 16 milhões de litros", explica o diretor da Agricultura Familiar da Secretaria de Desenvolvimento Rural, José Adelmar Batista.

A ação começa pela promoção de cursos gratuitos de uma semana e que ocorrerão em centros de treinamento administrados pela Emater. Em conjunto com a empresa de assistência, a cooperativa parceira selecionará entre seus associados aqueles que precisam de um up grade. A meta é qualificar 5 mil produtores. O programa também prevê orientação para grupos fechados de 20 a 25 famílias, mas essa ação não deve sair do papel antes de 2012 por carência de pessoal. Segundo Batista, nos próximos 90 dias a Emater deve concluir um diagnóstico do setor produtivo no Estado que também servirá para facilitar a disseminação do projeto.

O crédito para qualquer investimento, seja de compra de matrizes ou recuperação de solo, sairá do Pronaf, mas a fórmula de acesso e pagamento será diferenciada e de menor risco. A cooperativa será a responsável pela tomada do financiamento e pelo seu repasse ao produtor. Para evitar inadimplência, mensalmente, ela descontará um valor a ser depositado em conta vinculada. Assim, ao final de 12 meses, quando vencer a parcela do Pronaf, o agricultor terá poupado o total da prestação. O projeto tem apoio da Ocergs já que 48% da produção estadual leiteira sai das cooperativas agropecuárias. Segundo o presidente da Ocergs, Virgilio Perius, seu trunfo é preservar o pequeno produtor. Contudo, ele adverte que a relação entre público e privado tem de ser uma via de mão dupla. "É preciso mexer no Fundopem, exigir que investidores de fora, que recebem incentivos tributários, garantam contrapartida de 20% no aumento da produção e em assistência técnica."

Gargalos

Produtividade:

O rendimento estadual é de 2.336 litros/vaca/ano e está acima da média brasileira de 1.260 litros/vaca/ano, mas distante da Argentina, que registra produtividade média de 5 mil l/vaca/ano. n Qualidade:

Se a nova etapa da Instrução Normativa 51 entrasse em vigor neste mês, apenas 8% dos produtores gaúchos de leite estariam em condições de atender às exigências relativas a itens que expressam qualidade do produto como as células somáticas.

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Fonte:
Correio do Povo

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