PR: Condições das lavouras de soja e milho pioram por conta da seca

Publicado em 04/01/2012 06:30 2070 exibições
Números do Deral apontam para redução das lavouras de soja e milho em boas condições por conta da falta de chuvas.
O Deral (Departamento de Economia Rural) do Paraná informou nesta terça-feira (3) que as condições das lavouras de soja e milho do estado pioraram por conta da seca.

As plantações, em dezembro, sofreram severamente com a falta de chuvas e tiveram seu desenvolvimento prejudicado nas fases de floração e frutificação. As áreas mais afetadas são o oeste, o norte e o noroeste paranaense. Essas são as principais regiões produtoras de soja.

De acordo com números do departamento, 32% das lavouras de soja estão em condições médias/ruins. Em dezembro, eram 18%. As plantações em situação ruim aumentaram de 3%, no mês passado, para 8%.

Por outro lado, o Deral considera que 68% das lavouras de soja estejam em boas condições. No entanto, em dezembro, o índice era de 82%.

Sobre o milho, o departamento informou que 37% das lavouras estão em condições de médias a ruins. Em dezembro, eram 26% das plantas nas mesmas condições. Em situação ruim, estão 10% das plantações ante 3% em dezembro.

Em contrapartida, o milho em boas condições foi  reduzido de 74%, em dezembro, para apenas 63% das lavouras.

O Deral, porém, ainda não divulgou números oficiais sobre o volume das perdas registradas no estado. Ainda esta semana, o governo do Paraná deverá informar dados sobre o tamanho do prjuízo nas lavouras paranaenses. Técnicos ainda estão trabalhando no levantamento dessas informações.

Essa estiagem que castiga as lavouras na região Sul do Brasil acontecem em meio ao La Niña, fenômeno climático caracterizado pelo resfriamento das águas do oceano Pacífico, que tende a reduzir as precipitações no Sul brasileiro e em mais alguns países da América Latina, como Argentina e Paraguai.

Colheita - O Paraná já iniciou a colheita da soja em algumas regiões. No entanto, o volume ainda é bastante ínfimo para constar nos dados do estudo. O processo já teve início também no Mato Grosso, principal estado produtor da oleaginosa. 

Com informações da Reuters.

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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