No início de 2012, produtores de soja já temiam significativa quebra na produção diante da forte estiagem que castigou as lavour

Publicado em 03/01/2013 09:18 363 exibições
Bastante descoladas as condições do trigo nacional e do trigo americano na última semana do ano, aliás como devem mesmo ser dada a diferença de oferta e baixa influência do trigo daquele país nas regiões produtoras brasileiras.

Observando-se apenas  a última semana do ano (21/12 a 28/12) tivemos valorização de 2,8% no preços de trigo paranaense (preços pagos aos produtores), sendo que em contrapartida tivemos redução de 1,6% na Bolsa de Chicago. Mostra-se neste período maior correlação dos preços nacionais com o spot estipulado pelo governo argentino (alta de 1,3% em 7 dias). Isso ocorre porque em se decompondo os preços americanos de trigo até chegar às regiões produtoras paranaenses temos incidência de frete marítimo atualmente aproximado em R$ 75,00/ton + R$ 18,75 taxa da marinha mercante, mais frete de R$ 50,00/ton rodoviário e 10% da TEC sobre o preço FOB mais (atualmente) R$ 64,00/ton. Algo que trazia nos preços de câmbio e na cotação FOB de 28/12 o trigo americano a R$ 910/ton interior do Paraná sem o custo de descarga.

Além disso, tivemos variação nos preços FOB americanos de trigo soft em apenas 0,3% na última semana, com o mercado futuro de Chicago não trazendo as reduções e realizações de lucros ao mercado físico instantaneamente (devido a falta de concorrência com outras origens nos atuais preços).  Para se ter uma idéia, preços FOB futuros de embarques argentinos encontram-se US$ 40/ton mais altos do que o trigo americano soft (embarques janeiro/13), com US$ 320/ton EUA contra US$ 360/ton Argentina.

Com a retomada dos negócios futuros e a observação da demanda por parte dos países importadores nos atuais patamares de preços, devemos ter uma noção da dinâmica futura de preços do trigo americano, que apresentou forte aumento de procura nas últimas semanas de 2012 após pequenas quedas.

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AF News

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