Com mais da metade da área colhida, produtividade do arroz gaúcho apresenta estabilidade

Publicado em 31/03/2014 11:18 484 exibições

Segundo dados da Seção de Política Setorial do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), 55,7% da área de arroz semeada foi colhida no Rio Grande do Sul. Devido ao plantio antecipado, a região da Fronteira Oeste é a que se encontra mais adiantada, com 81,1% da área colhida.

Apesar das adversidades climáticas que os produtores enfrentaram no início deste ano, como as altas temperaturas de janeiro e fevereiro e as chuvas de meados de março, tanto a área colhida quanto a produtividade média se mantêm dentro dos padrões das safras anteriores. Nesta mesma época, no último ano, 54,4% da lavoura havia sido colhida e a produtividade média era de 7.642 quilos por hectare – contra os 7.842 quilos por hectare deste ano.

Enquanto na Fronteira Oeste a colheita já se encaminha para sua fase final, em algumas regiões ainda há um longo caminho a ser percorrido. Na Depressão Central, por exemplo, a área colhida está em 35,5%, e na Planície Costeira Interna – a região em que o percentual colhido mais caiu, quando comparado às safras anteriores –, produtores colheram 44,2% da lavoura, contra 68,7% do ano passado. De acordo com o consultor do Irga, Rui Ragagnin, esse decréscimo observado em algumas áreas se deve mais à semeadura tardia que às questões climáticas.

Segundo Ragagnin, a estimativa é que a maior parte da lavoura seja colhida até o fim de abril e que a produtividade seja mantida em patamares próximos aos das safras anteriores. “A tendência é que tenha uma queda na produtividade no fim da colheita, como ocorre em todos os anos, especialmente nas áreas plantadas mais tarde. No entanto, as projeções apontam para valores próximos aos dos últimos três anos.” A média de produtividade das últimas três safras é de 7.546 quilos por hectare. 

Até o momento, foram colhidas mais de quatro milhões de toneladas de arroz. Segundo Ragagnin, a produção deste ano deve ser 4% superior à registrada na safra passada, devido, principalmente, a um incremento de 3,5% na área semeada.

 

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Fonte:
IRGA

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