Crise do trigo será levada ao governo federal

Publicado em 17/11/2014 09:29 156 exibições

.A Frente Parlamentar da Agricultura, capitaneada pelo deputado gaúcho Luis Carlos Heinze (PP), pretende buscar uma solução para as perdas na safra de trigo junto ao governo federal. A apresentação de uma proposta ao Ministério da Agricultura, para renegociação dos passivos dos agricultores e para a comercialização dos grãos, depende, entretanto, de uma avaliação da qualidade da colheita. Os parlamentares, representantes dos agricultores e da indústria, Emater, Embrapa e agentes financeiros estiveram reunidos ontem, na Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), para discutir o assunto. 

A preocupação gira em torno, principalmente, dos seguros privados, que não cobrem a baixa qualidade do grão, levando em conta apenas a quantidade obtida. Ou seja, são casos em que o produtor pode colher um volume considerável, mas um trigo sem condições de ser comercializado para alimentação humana e, em alguns casos, nem para ração. "Não adianta colher 30 sacas sem qualidade e ter que vender a preço baixo ou nem conseguir negociar. Por isso, vamos encaminhar até a próxima semana uma proposta ao Mapa e ao Banco Central para renegociar esse saldo, que não estará coberto por parte dos seguros", explicou Heinze. A indústria, as cooperativas e cerealistas se comprometeram em apresentar pareceres sobre o estado dos grãos conforme a colheita avançar.

O Banco do Brasil e a Sicredi, instituições que, juntas, financiaram quase 900 mil hectares dessa safra, colocaram-se a disposição para uma possível renegociação de dívidas de produtores. Dos 15,3 mil acordos firmados pelo primeiro agente bancário, quase 14 mil foram acionados até o momento. A segunda firmou 12 mil contratos e recebeu, até ontem, 9,1 mil comunicados de perda. Nesses casos, a boa notícia é que 23 mil do total de contratos dos dois bancos são referentes ao Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e ao Proagro Mais, que também amparam perdas na qualidade. "Não temos dúvidas de que os produtores terão um passivo ao fim da safra. Mas estaremos abertos a uma possível prorrogação de prazos e apresentação de um novo penhor ou avalista", garantiu o gerente de agronegócios da superintendência estadual do Banco do Brasil, João Paulo Comerlato.

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Jornal do Comércio RS

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