Por falta de chuvas, trigo do sudeste de Buenos Aires, Argentina, tem potencial comprometido
A Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) alertou nesta sexta-feira (2) que, caso não sejam registradas chuvas no sudeste de Buenos Aires, a produção de trigo poderia ser afetada nesta região, principalmente no que diz respeito aos rendimentos.
"Se não forem registradas novas chuvas, o estado de baixa umidade poderia impactar negativamente a produção local do trigo, cultivo que já apresenta parte de seu potencial de rendimento comprometido pelas geadas registradas semanas atrás em grande parte da região", disse a BCBA.
Segundo a entidade, a condição hídrica regular que se mantém sobre o sudeste de Buenos Aires "continua limitando o desenvolvimento normal da etapa crítica de grão pastoso, razão pela qual não se descarta a possibilidade de registrar quedas na produção total".
A nível de país, já se colheu 28,9% da superfície plantada, com uma média de produtividade de 42 sacas por hectare. Um volume de cerca de 3 milhões de toneladas já foi colhido.
Zona Núcleo
A Bolsa de Comércio de Rosário (BCR) apontou, por sua parte, que a zona núcleo produziria entre 700 mil e 1 milhão de toneladas a mais do que no ano passado, devido ao maior nível tecnológico aplicado e ao entusiasmo visto nas intenções de plantio.
Os indicadores desta região mostram uma média de produtividade de 58 sacas por hectare, devendo ficar próxima das 63 a 70 sacas por hectare ao final da safra, de acordo com as estimativas da BCR.
A zona núcleo argentina é composta por alguns departamentos das províncias de Buenos Aires, Santa Fe e Córdoba.
Com informações do Agrositio
0 comentário
"Não falta grão, falta fazê-lo chegar”: logística global acende alerta e expõe fragilidade no abastecimento dos grãos
Plantio do arroz chega a 15,5% e mais que dobra ritmo de 2025; chuvas interrompem avanço no RS
Chuva chegou tarde demais para ajudar nas safras de verão da UE, diz Mars
Feijão/Cepea: Feijão-preto lidera altas; carioca também se valoriza
Com oferta menor do que a demanda, preços do feijão sobem e se consolidam na faixa dos R$ 300, patamar recorde para setembro
SindArroz-SC aponta prioridades para o próximo governo e defende previsibilidade e redução de custos na cadeia produtiva de arroz