Feijão tipo 1 tem quatro vezes mais defeitos que o aceitável

Publicado em 23/04/2010 09:36 1706 exibições
Um dos alimentos mais populares do país foi reprovado no teste de qualidade realizado pela Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste). Entre as marcas de feijão disponíveis no mercado, há até quatro vezes o limite legal de grãos com defeitos.

O teste observou apenas o feijão de tipo 1, que deveria ter no máximo 1,5% de grãos com defeitos graves. Também foram encontrados insetos vivos nas embalagens de quatro marcas, o que - embora não cause danos à saúde - é proibido pela legislação. A Proteste avaliou 25 marcas e constatou que 13 não podem ser consideradas de Tipo 1, como indica o rótulo.

Para a coordenadora institucional da Proteste, Maria Inês Dolci, o resultado indica que o consumidor deve esperar o governo federal e as empresas agirem na correção das deficiências para voltar a consumir as marcas reprovadas. "A pesquisa indica que o consumidor paga um preço que contradiz a qualidade anunciada no rótulo", afirma.

Empresas
A última colocada no ranking, Blue Ville, informou que durante o processo de "aperfeiçoamento do brilhamento" a empresa detectou que o produto usado passou a apresentar forte odor, e que foi retirado do processo. Informou ainda que possui o laudo que permite a classificação como tipo1.

O Walmart, dono das marcas Nacional e Mercadorama, disse que seus produtos são processados de acordo com os padrões do Ministério da Agricultura. Após a pesquisa, a empresa solicitou análises atualizadas que comprovem a qualidade e a segurança do produto.

A Combrasil informou que em breve terá o Selo de Qualidade do Feijão. "Estamos a par da pesquisa elaborada pela Proteste, porém, no momento não podemos fazer nenhuma declaração, pois, estamos em fase de levantamento das informações necessárias para nos posicionarmos sobre os resultados do teste feito por aquela associação".

Ministério pode punir empresas irregulares
O Ministério da Agricultura acionou as empresas apontadas pelo teste. O órgão recebe denúncias sobre a qualidade do feijão, a maioria delas relacionadas à presença de inseto vivo, pedra e pedaço de madeira e classificação incorreta. Caso a denúncia seja confirmada, as empresas podem ser multadas e ter o produto apreendido. Uma norma, que será discutida em maio, prevê ainda o embargo em casos de irregularidade.

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Fonte:
A Gazeta

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