Arroz: Dólar em baixa altera realidade do leilão de PEP

Publicado em 08/12/2010 12:11 260 exibições

Desvalorização da moeda norte-americana, queda dos preços internacionais  e prêmio baixo diminuíram interesse pelo mecanismo.
O segundo leilão de Prêmio de Escoamento de Produto (PEP), realizado pela  Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta terça-feira, alcançou  comercialização de apenas 26,1% das 110 mil toneladas de arroz ofertadas no Rio Grande do  Sul. Foram comercializadas 28.750 toneladas. A oferta de contratos de 15 mil toneladas para Santa Catarina acabou comercializando apenas 2 mil, ou 13,3%. No  primeiro leilão, há 15 dias, foram comercializados 83% da oferta total de 125  mil toneladas.

O vice-presidente de Mercados da Federarroz, Marco Aurélio Tavares,  destacou que o resultado era esperado diante do cenário internacional. Afirma  que a desvalorização do dólar, que nas últimas semanas esteve cotado a R$ 1,73 e  voltou a patamares de R$ 1,68, foi determinante para esse comportamento do  leilão.
Além da queda do dólar, há o impacto da redução dos preços internacionais FOB praticados pelas trades e o prêmio baixo para os atuais  padrões de mercado, explica Tavares.

REAÇÃO 1 - A Federarroz e demais entidades da cadeia produtiva  elaboraram um documento, ainda na manhã desta quarta-feira, solicitando ao  Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), novos leilões, um  para a próxima semana e outros para janeiro e fevereiro de 2011. O documento  solicita um prêmio de R$ 6,00, superior ao praticado nos dois leilões realizados, e deve-se a atual realidade do câmbio e do mercado internacional.  Os valores de exportação, o câmbio e os preços praticados no mercado  internacional eram outros quando houve a negociação da cadeia produtiva com o  MAPA, mais de um mês atrás, lembra Marco Aurélio Tavares.

REAÇÃO 2  O Setor Produtivo,  através da Federarroz, encaminhou também o pedido de liberação de R$ 50 milhões  em AGF. O mecanismo é importante para reforçar o PEP e principalmente para  garantir que o produtor receba pelo menos o preço mínimo, que pode variar entre  R$ 25,80 a R$ 28,30, conforme o rendimento e tipo do arroz aponta Renato  Rocha.

Ainda segundo o dirigente da Federarroz, o compromisso do ministro Wagner  Rossi foi pela liberação do PEP para garantir o preço mínimo ao produtor e de  sustentar os mecanismos de comercialização até que o preço de mercado alcance  pelo menos o preço mínimo, de R$ 25,80. Assim, espera-se que novas medidas de apoio sejam asseguradas ao setor, pelo governo, nos próximos  dias.

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Federarroz

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