CNA alerta para prejuízos da importação de arroz dos países do Mercosul

Publicado em 19/05/2011 09:22 599 exibições
Presidente da entidade busca reuniões com governo para reverter situação dos produtores.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) vem a público alertar para os graves prejuízos ao agricultor brasileiro causados pela importação elevada de arroz. A safra brasileira deste ano foi de cerca de 13 milhões de toneladas, o suficiente para atender plenamente o consumo interno.

Ratifica a proposta do setor, de imediata suspensão das importações de arroz, em especial as originárias do Mercosul. Em um cenário de preços baixos para o produtor, com câmbio que desfavorece a exportação, beneficiando a importação, qualquer medida de apoio à sustentação de preços é ineficaz se não for contida a entrada do arroz vindo de outros países.

A CNA está promovendo todos os esforços junto ao Governo Federal em apoio aos arrozeiros do Brasil, que enfrentam grave conjuntura de mercado, caracterizada pela queda dos preços no mercado interno. Solicitamos ao ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wagner Rossi, ao secretário-executivo do ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Alessandro Teixeira, e ao ministro Antônio Patriota, das Relações Exteriores, o fim da licença automática de importação de arroz do Mercosul, a exemplo do que já foi obtido para o leite.

Ressalta, por fim, que o cenário atual é de grande desestímulo ao produtor de arroz, que recebe R$ 19,00 a saca de 50 quilos, frente a um custo de produção de R$ 29,00. A manutenção deste quadro comprometerá a oferta futura de arroz, com forte pressão inflacionária ao País.

CNA defende barreiras temporárias para entrada de arroz no Brasil

A Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) vai intensificar os contatos com o governo federal para pedir a suspensão das importações de arroz dos países do Mercosul. A presidente da entidade, senadora Kátia Abreu, defende mecanismos urgentes que contenham a entrada do grão por pelo menos três meses.

Segundo ela, só no primeiro trimestre já entraram cerca de 100 mil toneladas de arroz no Brasil. A senadora acredita que as medidas adotadas até o momento não são suficientes para ajudar os produtores.

– O leilão não adianta. Chegamos à conclusão que os importadores vão até a  Argentina, vão até o Uruguai e trazem o arroz para o Brasil. Acabamos exportando nossos subsídios, nossas subvenções. O importante, neste momento, é cortar as importações. Acreditamos que o governo deverá tomar alguma medida neste sentido – disse.

Katia Abreu avalia que as manifestações promovidas pelos produtores são válidas e a mobilização deve ser contínua até os preços reagirem.

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CNA + Rádio Gaúcha

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