Ministro da Casa Civil promete resposta às reivindicações do setor orizícola

Publicado em 06/06/2011 11:11 265 exibições
Grupo coordenado por Heinze cobrou a liberação de recursos para o programa de subvenção, prorrogação dos débitos e a criação de uma comissão especial para debater os problemas estruturais da orizicultura.

Coordenados pelo deputado federal Luis Carlos Heinze (PP/RS) um grupo de parlamentares gaúchos e catarinenses e representantes dos produtores de arroz foram recebidos, na última quarta-feira (1º), em audiência pelo ministro Chefe da Casa Civil, Antônio Palocci. O grupo pediu urgência na criação de um programa de ajuda aos orizicultores, que enfrentam uma das piores crises já registradas. Palocci garantiu que irá discutir a proposta com a equipe econômica e que dará uma resposta ao setor ainda nesta semana.

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Com o apoio da senadora Ana Amélia Lemos (PP/RS) o deputado Heinze cobrou a liberação de R$ 600 milhões para o programa de subvenção. Segundo o parlamentar, o dinheiro seria suficiente para garantir o preço mínimo de até 60% da produção, inclusive para o arroz já comercializado a partir de 1º de março. “Boa parte da produção já foi vendida com valores muito abaixo do preço mínimo. Por isso defendemos a liberação imediata do recurso com a possibilidade de beneficiar o que já foi comercializado desta safra”, define.

Heinze também defendeu pleito apresentado pelas lideranças orizícolas que pedem a prorrogação das parcelas do crédito rural, vencidas e a vencer, para 31 de outubro. Segundo o parlamentar, esse prazo é necessário até a implantação dos mecanismos de apoio e para que se discuta um programa de renegociação das dívidas. “A matemática não fecha. Não há como pagar as contas com preços tão aviltados. E para que o Brasil possa dar continuidade a produção de arroz e levar comida barata a mesa dos cidadãos é necessário que o governo olhe para quem está no início da cadeia produtiva”, salienta.

O progressista gaúcho também sugeriu a criação de um grupo de trabalho, coordenado pela Casa Civil, com a participação dos ministérios da Agricultura, Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior, Fazenda, Desenvolvimento Agrário, parlamentares e entidades representativas dos produtores para debater as dificuldades do setor, entre elas as assimetrias do Mercosul, um programa de reconversão da atividade, incentivo a irrigação, custos de produção e redução da carga tributária.
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Ass. Com. Luiz Carlos Heinze

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