Câmbio é o entrave do mercado brasileiro de trigo

Publicado em 23/08/2011 10:54 334 exibições
Mercado lento e poucas negociações são as tônicas do mercado brasileiro de trigo, tanto nas negociações do mercado privado como nos leilões do governo federal. No ultimo leilão da Companhia Brasileira de Abastecimento (CONAB), do total ofertado de 68,341 mil toneladas, apenas 17% foi comercializada. Os altos preços parecem ser o entrave nestes leilões.

Em todo o país, a safra 2011/12 será menor. De modo geral, espera-se uma colheita de 5,28 milhões de toneladas, 10% menos do que na última safra. A produtividade e a área plantada também são menores que na última safra, 7,2% e 3,2%, respectivamente. A opção pelo milho safrinha ganhou área do trigo.

Em Goiás, a área plantada sofreu a maior redução percentual do País. No Estado, foram semeados 12 mil hectares, 24% a menos do que na última safra. O recuo no Brasil e em Goiás são resultados da situação de mercado do trigo, que apesar dos bons preços internacionais, sofre com o real valorizado que favorece a entrada do trigo importado, principalmente da Argentina e EUA.

Na bolsa de mercadorias e futuros de Chicago (CBOT, sigla em inglês), o mercado de trigo reage às condições climáticas na parte central dos EUA. De um lado, a seca reduziu a produtividade da safra da primavera. Por outro lado, esta mesma situação climática começa a ameaçar o plantio da safra de inverno. Além disso, o relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), que reduziu os estoques finais americanos, ainda dá suporte ao mercado.

A análise dos preços do trigo é realizada mensalmente pela Gerência de Estudos Técnicos e Econômicos da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (FAEG).

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FAEG- GO

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