Semana negativa nos preços do arroz, mas agosto mantém alta

Publicado em 26/08/2011 08:32 340 exibições
Na reta final do mês, pressão de alta diminui e oferta do Mercosul volta à pauta das indústrias.
Conforme antecipado há uma semana pela análise semanal de mercado de Planeta Arroz, a alta dos preços médios do arroz em casca no Rio Grande do Sul perdeu o fôlego nesta quinzena final de agosto. O Indicador do Arroz Esalq/Bolsa Brasileira de Mercadorias-BM&FBovespa, que avalia o produto gaúcho, em sacas de 50kg (58x10), apresentou redução ao longo desta semana, mas sem que isso represente dano maior aos valores alcançados na primeira quinzena. Na última quinta-feira (25/8) o preço médio da saca (colocada na indústria) voltou ao patamar de R$ 23,69, depois de ter alcançado há uma semana R$ 23,80. A alta de agosto que acumulava 4%, retornou ao patamar de 3,49%. O valor desta quinta equivale, pela cotação do dia, US$ 14,71/50kg.

Para os analistas do Cepea/Esalq, este enfraquecimento está atrelado ao recuo das compras de matéria-prima por parte de beneficiadoras gaúchas, refletindo a redução do valor de prêmio do leilão de PEP do dia 18/8. Este fato teria alertado as empresas de uma possível queda no preço da saca de arroz em curto prazo.

Mas, pelo menos dois outros fatores estão determinando este cenário para o mercado. O primeiro deles é a dificuldade da indústria repassar os preços de mercado, artificialmente sustentados pelos mecanismos de comercialização, para o varejo. Embora as referências máximas e médias do arroz beneficiado tenham aumentado, as mínimas praticamente mantiveram o mesmo patamar, ou seja, boa parte das pequenas e médias indústrias ainda mantêm preços menores no fardo para garantir a presença nas gôndolas dos supermercados. E o varejo força essa relação para manter suas margens.

A relação entre o câmbio, com o real fortalecido, os preços internacionais e a alta artificial das cotações internas, também está favorecendo a retomada das importações pelas indústrias gaúchas e pelo varejo do Sudeste e do Nordeste. A matéria-prima uruguaia e argentina é ofertada no Brasil, a valores mais baixos do que o arroz gaúcho, nas fronteiras, o que também reduz a demanda pelo produto em casca nacional.

Vendas

Por outro lado, alguns produtores estão forçando a venda dos estoques, para assegurar melhores condições de formação da próxima lavoura, mas principalmente para fazer frente aos compromissos com as instituições financeiras. Mesmo com as prorrogações aprovadas pelo governo federal, cada banco adotou regras próprias e, em muitos casos, a cobrança foi mantida, em cida de algumas regras que não ficaram muito claras.

Desta forma, tanto o produtor que teve um custo de produção inferior ao patamar atual do mercado, quanto àquele que precisa cobrir os custos para obter novo financiamento, seguem ofertando arroz e ajudando na baixa dos preços.

No mercado livre do Rio Grande do Sul a referência de preços fica entre R$ 23,00 e R$ 23,50. Em Santa Catarina, a média ainda é de R$ 22,00. No Mato Grosso, de R$ 24,00 para a saca de 60 quilos (55%), tendo como referência a AN Cambará.

Mercado

A Corretora Mercado, de Porto Alegre (RS), indica preços médios de R$ 48,50 para o arroz beneficiado em sacas de 60 quilos, sem ICMS. Já o arroz gaúcho, em casca, vale em média R$ 23,50. A saca de 60kg do canjicão é cotado a R$ 33,50, valorizado sobre a semana anterior, e o farelo de arroz manteve os preços médios de R$ 270,00 a tonelada (FOB/RS). A quirera, também em sacas de 60 quilos, é negociada a R$ 31,50, em alta sobre a semana passada.

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Fonte:
Planeta Arroz

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