Venda de arroz para ração via leilão tem pouco interesse

Publicado em 14/10/2011 11:09 263 exibições
O leilão para comercialização de 150 mil toneladas de arroz em casca, que será realizado hoje (14) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), corre o risco de não obter o sucesso esperado. As razões apontadas pelo setor são a burocracia, a quantidade de documentos e os critérios para participação do Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro).

Essa operação, que visava beneficiar os rizicultores de Santa Catarina e o Rio Grande do Sul, parece mesmo fadada ao fracasso. O participante deverá, obrigatoriamente, comprovar a venda e o escoamento do grão para avicultores e suinocultores que dispõem de indústrias próprias de ração animal, pessoa física ou jurídica, inclusive integradores.

Segundo Ézio Santiago, gerente de Operações da Conab, a burocracia e a quantidade de documentos deve limitar a procura. "Acredito que a burocracia e a quantidade de documentos deve sim limitar um pouco a procura. Mas as exigências se dão por conta da dificuldade dessa ação. Não sabemos como o mercado irá se adaptar a esse edital", comentou.

Para Santiago, apesar das dificuldades as comercializações podem chegar a 40% das 150 mil toneladas disponíveis para venda e escoamento de arroz em casca, tipo 3 ou pior, da safra 2010/2011. "Levando em consideração o grande volume de contatos que recebemos, o leilão deve ter um movimento razoável, com um desempenho satisfatório, que pode chegar até 40% de escoamento", disse a Conab.

Venda de arroz para ração via leilão tem pouco interesse

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DCI

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