Levantamento do IEA indica queda na produção e impacto no preço da mandioca para indústria em 2016

Publicado em 20/10/2016 08:15

Estimada em 22,3 milhões de toneladas, a produção nacional de mandioca em 2016 será 2,2% inferior à safra anterior e abaixo da média de 25,7 milhões de toneladas nos últimos seis anos, o que impactará nos preços para a indústria e o varejo, conforme aponta levantamento da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, realizado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA).

O estudo ainda revela que nas safras 2014 e 2015 houve perdas expressivas na produção “nacional”, com diferenças de 41% e 30%, respectivamente, entre as áreas plantada e colhida.

No Estado do Paraná, maior produtor e detentor de um parque industrial para o processamento da farinha e fécula de mandioca, a produção anual esperada é de 3,7 milhões de toneladas, inferior aos 4,1 milhões de toneladas colhidos em 2015.

O Estado de São Paulo, que ocupa o segundo lugar no ranking nacional dos produtores de fécula de mandioca, estima uma queda de 11,6%, na área total de mandioca industrial, totalizando 51,08 mil hectares e consequente queda de 12% na produção de 2016, que, portanto, deverá ser de 988,39 mil toneladas, em comparação ao resultado do ano anterior, conforme ressaltou o pesquisador da Secretaria que atua no IEA, José Roberto da Silva.

“A ascensão dos preços se mostra consistente e pode ser, em parte, atribuída à alta dos preços do milho desde o último trimestre de 2015, produto concorrente, principalmente como fonte de amido demandado por diversos setores industriais. A elevação dos preços recebidos está sendo repassada para o mercado atacadista, que já se encontra em níveis bem elevados”, observou o especialista, atribuindo o aumento dos preços também à seca na região Nordeste.

O levantamento completo do IEA está disponível neste link.

O secretário de Agricultura e Abastecimento, Arnaldo Jardim, ressaltou que o levantamento de Previsão e Estimativas de safras realizado pelo IEA é uma importante ferramenta para a formulação de estratégias do agronegócio brasileiro. “Estamos cumprindo as orientações do governador Geraldo Alckmin ao colocar o conhecimento gerado pelos institutos de pesquisa a serviço do setor produtivo paulista e nacional”, destacou o titular da Pasta.

Fonte:
IEA

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