Alface/Cepea: Chuvas irregulares e altas temperaturas desafiam a produção em Ibiúna
Na primeira quinzena de 2026, de acordo com o portal Climatempo as chuvas em Ibiúna (SP) somaram 110 mm, volume superior ao registrado no mesmo período de janeiro de 2025, quando o acumulado foi de 64 mm, com alguns dias com elevadas precipitações e outros consecutivos de tempo seco. Mesmo em volume um pouco maior no começo deste ano, ainda são insuficientes. Mas o principal fator de atenção neste início de ano tem sido as altas temperaturas, com máximas médias em torno de 30°C, já resultando em estresse térmico às folhosas. Com a forte onda de calor que passou ao Sudeste, produtores relatam que a produção tem apresentado problemas, comprometendo a qualidade em parte dos canteiros, com registros de abortamento de mudas, má formação, queima e maior propensão à murcha, especialmente em variedades mais sensíveis, como a americana. A necessidade de maior uso de irrigação e o manejo para mitigar o calor têm elevado os custos operacionais e, em alguns casos, reduzido o ritmo de colheita. Com a combinação desses fatores, a disponibilidade de produto no mercado esteve mais ajustada neste início de janeiro, o que resultou em leve reação das cotações das folhosas em relação a dezembro. A alface crespa foi negociada em Ibiúna, em média, a R$ 0,70 por unidade, enquanto a americana ficou em R$ 1,33 por unidade. Ainda assim, os valores representaram recuos de 26% e 24%, respectivamente, frente ao mesmo período do ano passado. Para a segunda quinzena de janeiro, as previsões são que os volumes pluviométricos sejam maiores, o que é típico para a temporada, mas que unido ao calor, causam grandes impactos à qualidade dos produtos e manejo nas roças.
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