Produção de inhame atrai agricultores familiares em RO

Publicado em 11/11/2011 14:09 e atualizado em 02/03/2020 14:30 348 exibições
O inhame tem se destacado como uma potencial fonte de renda aos agricultores familiares do município de Alvorada do Oeste. A possibilidade de cultivo em pequenas áreas, a alta produtividade, a facilidade de comercialização do produto e o preço de mercado chamam a atenção para quem quer investir em uma produção rentável.

O inhame é cultivado, normalmente, em países da África, América Latina, Ásia e Oceania, por seu excelente desenvolvimento em regiões tropicais e subtropicais. A colheita se dá por volta de 180 dias do plantio, quando o mesmo apresenta-se maduro, com a secagem das flores e amarelecimento das folhas. Rico em minerais, vitamina do complexo B e carboidratos, o tubérculo possui baixo teor de gordura e é bom estimulante do apetite.

Para incentivar os agricultores familiares de Alvorada do Oeste a investir na cultura, extensionistas da Associação de Assistência Técnica e Extensão Rural do estado de Rondônia (Emater) local trabalham orientando-os e auxiliando-os em atividades que vão desde o manejo da cultura, com práticas adequadas ao tipo de solo, até a comercialização do produto, buscando novos mercados de consumo.

O município conta hoje com 53 produtores e uma área cultivada de 128,26 hectares de inhame cultivado. Os cultivares utilizados são: “da costa” e “santomé”, com produções médias de 17 e 24 toneladas/hectare respectivamente. 

Através do programa “Terra Produtiva”, numa ação conjunta entre a Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Regularização Fundiária (Seagri) e a Emater, nos meses de julho, agosto e setembro/2011 35 famílias já haviam sido beneficiadas com 280 horas/máquina de trator de esteira para preparação de 91 hectares de inhame.

A produção total na safra 2010/2011foi de 617 toneladas de inhame “da costa”, produzido em 36,3 hectares, e 2.207 toneladas de inhame “santomé” produzido em 91,96 hectares. Grande parte da produção é vendida para o nordeste brasileiro ao preço de 1,50 reais o quilo do inhame “da costa” e 30 centavos o quilo do inhame “santomé”.

Segundo extensionistas da Emater “já houve ampliação da produção em relação ao ano de 2010 e a demanda de mercado é crescente”. O plantio, realizado geralmente no início das chuvas, entre os meses de setembro e outubro, podendo se estender até novembro e o inhame é colhido 180 dias após o plantio.

Para uma boa produção recomenda-se o plantio com a utilização de cerca de 150 a 250 arrobas, ou seja, 2.250 a 3.750 quilos de sementes, podendo também ser cultivado em sistemas irrigados. O solo deve sem bem preparado, realizando-se análise, destoca, escarificação, gradagem, enleiramento e plantio. As túberas utilizadas deverão apresentar pesos entre 100 e 150 gramas, plantadas em leiras ou camalhões em solos frouxos e com boa profundidade.

Integração e cultura
Além de gerar renda para os agricultores familiares a produção do inhame em Alvorada do Oeste tem sido capaz de integrar os habitantes em atividades culturais. A 1.ª Festa do Inhame, organizada pela Emater em parceria com Associação dos Agricultores Familiares e Produtores de Inhame de Alvorada do Oeste (Aafepia), Prefeitura Municipal, Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTR), Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente e Associação Comercial e Industrial de Alvorada do Oeste (Acea), superou as expectativas.

O objetivo do evento foi divulgar Alvorada do Oeste como produtora de inhame para o Estado de Rondônia e arrecadar recursos financeiros para aquisição de implementos agrícolas para a Associação. A programação contou ainda com a realização de concurso para a escolha da “Musa do Inhame", torneio de futebol suíço, almoço com comidas típicas, show de calouros e o concurso do inhame mais pesado.

Com o sucesso obtido a inclusão da Festa no calendário de eventos culturais do município já foi confirmada. Os organizadores até já estudam a ampliação da festa com novas atrações e busca de mais investimentos, tanto financeiro como pessoal, garantindo assim, o fortalecimento da cultura na região.
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Fonte:
Emater- RO

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