Consecitrus: Presidente da Câmara Setorial da Citricultura rechaça proposta da Faesp

Publicado em 29/01/2014 12:50 e atualizado em 29/01/2014 15:46 1006 exibições

O citricultor e presidente da Câmara Setorial da Citricultura, ligada ao Ministério da Agricultura, Marco Antonio dos Santos, rechaçou a proposta de modelo de representação dos produtores no Consecitrus, apresentada esta semana pela Federação de Agricultura do Estado de São Paulo (FAESP).

Na proposta da Faesp, o Consecitrus deveria ter abrangência apenas regional e só seriam aceitas como representantes entidades com mais de cinco anos de existência. Critérios que excluiriam várias entidades que estão participando das negociações em torno da formação do Conselho. “Como presidente da Câmara, que reúne em seus quadros várias outras entidades da citricultura, não é possível concordar com essa postura, mesmo que São Paulo seja o maior produtor, outros estados como Bahia, Paraná, Sergipe, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, têm a sua representação, que limita e exclui a participação de quem quer que seja nessa discussão”, afirma Santos. Ele também discorda da cláusula que daria à Faesp direito a maior números de votos.

Santos, que também é presidente do Sindicato Rural de Taquaritinga, filiado à própria Faesp, afirma que não é possível concordar com o modelo de estatuto proposto pela entidade e afirma que seu sindicato fora excluído das discussões dentro da Federação justamente por não concordar com o modelo proposto.

O dirigente explica que o mandato da Faesp deve se restringir para representação em questões sindicais, ou seja, negociações coletivas com entidades de trabalhadores, serviços de aprendizagem rural, entre outros, mediante aprovação em assembléia e procuração do presidente.

Para ele, a Faesp deveria fazer reuniões no interior de SP para ouvir os produtores o que, segundo ele, até agora não aconteceu. Santos avalia que em muitos casos, a opinião de um presidente de um Sindicato não é, necessariamente, o mesmo pensamento de um produtor. “Para representar o produtor, o Sindicato tem que ter uma procuração específica, legitimando essa representação, ou seja, no caso da Faesp no Consecitrus, a situação seria exatamente a mesma”, entende Santos.

Participações como entidades organizadas de citricultores como Alicitros, Unicitrus, Associação Brasileira de Saúde Vegetal, Cooperativas como Cocamar, Cocer, Coaf, Coagrosol, não podem deixar de acontecer se o objetivo é construir uma nova formulação de representação, para que haja uma reestruturação na citricultura brasileira.

Segundo o presidente da Câmara Setorial da Laranja, as discussões sobre a representação devem observar os interesses dos citricultores e a maior parte deles desconhecem o sistema Consecitrus.  “Estamos falando do futuro dos citricultores e esperamos que o Cade tenha bom senso em não entrar nessa disputa política que não agrega nada ao setor”, finaliza.

 

Consecitrus: Comissão de Citricultura de SP defende proposta da Faesp

O coordenador-geral da Comissão de Citricultura de São Paulo, Cyro Penna, disse que a proposta da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) em relação ao Conselho de Produtores e Exportadores de Suco de Laranja (Consecitrus) tem como foco o produtor. Segundo ele, a proposta busca uma "representação pura", ao contrário do estatuto selado pela Associação Nacional dos Produtores de Sucos Cítricos (CitrusBR) e a Sociedade Rural Brasileira (SRB), que defende uma "representação cruzada" ao mesclar também interesses da indústria. 

– Queremos uma representação qualitativa. Não nos preocupamos apenas com pomar, mas também com a questão social – afirmou Penna na segunda, dia 27. Ele comentou que há 20 anos a citricultura brasileira empregava 30 mil pessoas no campo, número que caiu para 8 mil com concentração do segmento industrial.

Leia a reportagem na íntegra no site Rural BR

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Câmara Setorial da Citricultura

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