Embargo à carne paranaense dá espaço a adubo no Porto de Antonina/PR

Publicado em 19/07/2013 11:48 802 exibições
Sem mercado, terminal da Ponta do Félix, em Antonina, adaptou suas instalações para receber fertilizantes. Novo foco rendeu contrato de dez anos

Os consecutivos embargos à carne paranaense, motivados pela descoberta do príon da doença da vaca louca em uma fazenda do estado no fim do ano passado, forçaram mudanças nas operações da Terminais Portuários Ponta do Félix (TPPF), em Antonina, no litoral do Paraná. Antes especializada na exportação de carne em pallets (estrados), a TPPF investiu em novas instalações para o recebimento e a armazenagem de fertilizante.

A readequação das operações tem como objetivo atender o novo contrato com uma empresa russa, uma das produtoras de cloreto de potássio do mundo (o nome não é revelado por questão contratual), já cliente do terminal. O acordo garante a movimentação de 10 milhões de toneladas do produto em dez anos.

Leia a notícia na íntegra no site da Gazeta do Povo.

Portos do Paraná melhoram capacidade de recebimento de fertilizantes

 Antonina receberá cloreto de potássio da maior jazida do mundo. E dois novos guindastes, um em Paranaguá e outro em Antonina, devem agilizar ainda mais o desembarque dos fertilizantes

Uma série de melhorias operacionais e a assinatura de um grande contrato de importação de fertilizantes devem consolidar ainda mais os portos paranaenses como principais importadores de fertilizantes do Brasil e uma importante porta de distribuição do produto no país. O terminal da Ponta do Felix, em Antonina, está ativando um segundo guindaste para desembarque de fertilizantes, que deve dobrar a capacidade de movimentação no terminal.

Em Paranaguá, a Fospar – terminal especializado no recebimento de fertilizantes – acaba de adquirir um novo guindaste que vai agilizar ainda mais as operações. De acordo com o secretário de infraestrutura e logística, José Richa Filho, as melhorias operacionais que estão sendo implantadas vão reforçar a posição do Paraná como maior importador de fertilizantes do Brasil.

“Somos uma porta de distribuição do produto no Brasil e temos trabalhado para aperfeiçoar as operações. Com operações mais rápidas, é possível reduzir o preço dos insumos para o produtor”, afirma.

Contrato – O terminal da Ponta do Félix, em Antonina, ativou um segundo guindaste para atender um importante contrato recentemente firmado. De acordo com diretor comercial do terminal, Cícero Simeão, eles acabaram de fechar um contrato com uma empresa que é dona da maior jazida de cloreto de potássio do mundo, que fica na Bielorrússia. O cloreto de potássio é o principal componente na formulação de fertilizantes e é muito utilizado Paraná. O contrato prevê a importação de 10 milhões de toneladas do produto ao longo de 10 anos.

“O novo guindaste vai permitir que o desembarque de fertilizantes através do Porto de Antonina fique até três vezes mais rápido. Com este novo equipamento, passamos a ter uma capacidade de descarga de até 20 mil toneladas do produto por dia”, explica.

Volume – No primeiro semestre deste ano, o Brasil importou 10 milhões de toneladas de fertilizantes. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic) e apontam que 47% do produto chegaram pelos portos de Paranaguá e Antonina, líderes nacionais na importação do produto.

No fechamento do primeiro semestre de 2013, os portos paranaenses registraram alta de 22% na importação de fertilizantes no comparativo com o mesmo período de 2012, totalizando 4,7 milhões de toneladas do produto.

O superintendente dos Portos do Paraná, Luiz Henrique Dividino, explica que a parceria cada vez mais forte entre os operadores portuários e a autoridade pública tem permitido ganhos operacionais muito importantes no segmento de fertilizantes.

“Acabamos de colocar em funcionamento o terminal público de fertilizantes que além de permitir operações mais ágeis, diminui a quantidade de caminhões na área primária do cais, aumentando a segurança nas operações”, afirma. “E os operadores portuários também tem trabalhado para melhorar a estrutura de recebimento do produto, o que tem permitido o aumento da movimentação como visualizamos no fechamento deste primeiro semestre”, completa.

Na Fospar, terminal especializado no recebimento de fertilizantes no Porto de Paranaguá, um novo guindaste foi adquirido e vai começar a operar em abril de 2014. De acordo com o gerente operacional do terminal, Ronaldo Sapateiro, a Fospar opera com dois guindastes.

“Ambos datavam da inauguração do terminal, no ano 2000. No início do ano passado já substituímos um deles e agora, no início do próximo ano, receberemos mais um novo equipamento que dará maior confiabilidade nas operações”, explica. O novo equipamento trará ganhos operacionais como maior capacidade de carga, segurança na operação e menor tempo de manutenção.

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Fonte:
Gazeta do Povo + APPA

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