Mercado interno para driblar gargalos logísticos

Publicado em 30/03/2010 09:46 1213 exibições
O potencial de expansão da nova fronteira agrícola brasileira é grande, mas pode ser travado pela logística deficiente. Para incorporar toda a área que têm disponível, o MaToPiBa precisa vencer uma série de gargalos, como estradas deficientes e portos ineficientes e saturados. 

A infraestrutura está chegando à região, mas em ritmo menor que o crescimento do agronegócio. Há dois ciclos a Expedição Safra acompanha a produção de grãos no MaToPiBa. A cada visita, as equipes encontram novidades, como a chegada da energia elétrica à Nova Santa Rosa, em Uruçuí, no Piauí, e o asfalto na principal rodovia de Pedro Afonso, no Tocantins. Contudo, ainda há muito a fazer. A pavimentação da Transcerrado, no Piauí, a conclusão das obras nas ferrovias Norte-Sul, no Tocantins, e Leste-Oeste, na Bahia, e a modernização e ampliação do Porto de Itaqui, no Maranhão, são as principais reivindicações do setor produtivo.

Enquanto as melhorias não chegam, produtores e empresas que atuam na região apostam no mercado regional para crescer. Por trás das apostas, a pujante indústria de carnes do Nordeste do país. A região produz menos de 3 milhões de toneladas de milho, mas consome cerca de 7,5 milhões de toneladas por ano. A estimativa, feita pela Aiba, considera a demanda para alimentação humana e animal. “O consumo interno do Nordeste é uma grande caixa preta. É muito difícil mensurar o tamanho desse mercado. Mas sem dúvida é muito promissor”, avalia Max Bomfim, da Ceagro.

Não por acaso, é comum encontrar no MaToPiBa agricutores que optam por comercializar a maior parte da sua produção no mercado doméstico. É uma maneira de driblar gargalos logísticos impostos à exportação e conseguir preços melhores. O produtor Antídio Sandri. de Riachão, no Maranhão, é um exemplo. Ele vende todo o seu milho e cerca de 30% da soja ao mercado regional. Segundo ele, agora, no pico da colheita, a diferença dos preços pagos no mercado interno e na exportação não é tão grande, em torno de R$ 3/saca. Mas em épocas de escasses de soja, os granjeiros da região chegam a pagar até R$ 15 a mais pela saca, afirma.
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Fonte:
Gazeta do Povo

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