Venda de máquinas agrícolas no Brasil se recupera e fecha 2020 com alta de 7,3%

SÃO PAULO (Reuters) - As vendas de máquinas agrícolas e rodoviárias no Brasil registraram avanço de 7,3% em 2020, para 47.077 unidades, informou a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) nesta sexta-feira, com a comercialização do segundo semestre compensando os efeitos da pandemia da Covid-19 sobre o mercado no início do ano.
Produtores rurais mais capitalizados por máximas históricas de preços das commodities em 2020, firme demanda externa --principalmente por grãos e açúcar brasileiros-- e a perspectiva de uma safra recorde de soja em 2020/21 tornaram o cenário favorável para investimentos em tratores e colheitadeiras.
Somente em dezembro, às vésperas da colheita da oleaginosa no país que começa em janeiro, as vendas internas de máquinas agrícolas e rodoviárias saltaram 49,8% ante o mesmo período do ano anterior, para 5.004 unidades.
Na variação mensal, as vendas de dezembro superam em 17,2% o volume comercializada em novembro, de acordo com a Anfavea.
Até o primeiro semestre, a associação apurava queda de 1,3% nas vendas de tratores e colheitadeiras, pressionadas pelas incertezas relativas ao surto de coronavírus no país. No entanto, no início de julho já havia expectativa de recuperação para o mercado e a entidade projetava alta de 3% em 2020, perspectiva que foi superada pelos números apresentados nesta sexta-feira.
Mais afetada pela pandemia em função de disrupções na cadeia de peças, a produção de máquinas agrícolas e rodoviárias atingiu 47.919 unidades no acumulado de 2020, queda de 9,8% em comparação anual.
Mas em dezembro a associação contabilizou a produção de 4.977 unidades, disparada de 117,6% ano a ano, embora com ligeira elevação de apenas 0,3% ante novembro.
Ainda de acordo com a Anfavea, as exportações do setor somaram 8.594 unidades em 2020, retração de 33,3%, enquanto os embarques de dezembro chegaram a 619 unidades, quedas de 34,9% no ano a ano, e de 16% em relação ao mês anterior.
(Por Nayara Figueiredo; reportagem adicional de Alberto Alerigi; Edição de Luciano Costa)
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