EXCLUSIVO: Agricultores americanos usam a irrigação com planejamento. Resultado: a quantidade de água aumentou

Publicado em 03/09/2010 17:47 e atualizado em 08/03/2020 13:59 1278 exibições
Na segunda reportagem especial sobre a irrigação nos Estados Unidos, você vai conhecer um projeto que possibilitou o crescimento da irrigação e ao mesmo tempo o aumento na quantidade de água do lençol freático

Nos Estados Unidos a irrigação ocupa cerca de 26 milhões de hectares. Durante nossa viagem visitamos o estado do Nebraska, que, segundo dados de 2007 do Departamento de Agricultura norte americano é o estado que mais utiliza a irrigação nas suas lavouras, com cerca de 8,5 milhões de hectares.  De acordo com Derrel Martin, professor Phd do Departamento de Irrigação e Recursos Naturais de água na Universidade do Nebraska, “a água que está na superfície, como rios e lagos, é controlada pelo estado, já a água que está no subsolo é controlada por uma câmara local eleita pelos moradores”.
 
A irrigação está presente na região desde a década de 50, mas por volta de 1970 a utilização da água dos rios e abertura de novos pontos para retirada da água do subsolo atingiu o seu pico. A situação começou a ficar insustentável, com os níveis dos aqüíferos apresentando grande diminuição. Levantamento feito em 2007 mostra que os pontos para retirada de água do subsolo estava em 90.000. Foi a partir dessa época que os produtores, governantes locais e o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos começaram a dar uma atenção maior para a importância da sustentabilidade na produção.
 
Um projeto chamado de Central Nebraska Public Power and Irrigation District passou a ter uma atuação estratégica. Criado em 1933 o projeto engloba a bacia dos rios South Platte e North Platte. O projeto tem como objetivo utilizar a água para irrigação, para geração de energia elétrica, para recreação, para recuperar os aqüíferos, para controlar inundações e para resfriar usinas termelétricas. Em 1941 foi finalizada a construção da barragem Kingsley e dos canais de irrigação, que cortam as áreas de produção.

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A água disponível na barragem é utilizada para a irrigação de mais de 215 mil hectares. No mapa abaixo você pode ver em azul o rio, em rosa e vermelho os canais de irrigação e em verde a área de produção agrícola que é beneficiada com os canais de irrigação.
 

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Além de todos os benefícios já citados acima, Jeff J. Buettner afirma que o mais importante é que “desde que o projeto de irrigação foi criado em meados da década de 30, a divisão dos rios em canais de irrigação colaborou para o aumento da quantidade de água no subsolo. Em outras palavras, o lençol freático está maior”. Dados do órgão responsável pelas pesquisas geológicas (U.S. Geological Survey) e da Divisão de Conservação e Pesquisa da Universidade de Nebraska, mostram que o lençol freático sob a área do projeto aumentou desde de pouco mais de 3 metros em 1941, quando o sistema entrou em operação, para mais de 15 metros. A mesma pesquisa foi realizada na região oposta, onde não é realizado o projeto. O que se percebeu foi justamente o contrário. Ao longo dos últimos 60 anos o nível do lençol freático apresentou uma redução de mais de 30 metros. No mapa abaixo você acompanha o levantamento.
 

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Na próxima reportagem você vai conhecer quais são os tipos de irrigação mais utilizados nos Estados Unidos e os benefícios para os produtores locais.

Fonte:
Redação NA

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