China: Principais regiões produtoras de milho sofrem com baixas temperaturas e alagamentos

Publicado em 10/04/2013 12:17 790 exibições
Nesta quarta-feira (10), o Ministério da Agricultura da China informou que as principais regiões produtoras de milho no país estão sendo castigadas pelo clima mais frio do que o registrado habitualmente na primavera. Além disso, as áreas estão alagadas em função do excesso de neve e chuvas durante o inverno do Hemisfério Norte. Este cenário estaria atrasando o plantio do cereal e, consequentemente elevando os custos de produção.

Os altos índices de precipitações e neve desde o mês de outubro de 2012, em torno de 9,52 milhões de hectares de terras nas províncias chinesas Heilongjiang, Jilin, Liaoning e região autônoma da Mongólia Interior apresentaram excesso de umidade no solo, disse o órgão. Ao todo, a produção do cereal dessas quatro regiões corresponde a 40% do total produzido na China.

Nos últimos quatro meses a temperatura média permaneceu ficou cerca de 2,6 graus abaixo do habitual, alcançando o menor nível desde de 2002. Em decorrência desse quadro, o início da temporada foi adiado por quase 10 dias, e o plantio de primavera ainda pode ter a qualidade comprometida, conforme destaca o Ministério da Agricultura do país.

Segundo analistas, os produtores do nordeste da China podem diminuir a área semeada com o grão nesta temporada, devido aos baixos preços do produto e os elevados custos de produção. Já, o ministério salienta que a área total cultivada com milho no país pode apresentar um incremento de 1,22% em 2013.

A produção de milho é a maior safra da nação asiática em termos de volume colhido, e possíveis quebras na produção interna poderiam impulsionar as cotações no mercado internacional, uma vez que a China, maior produtor mundial de milho e segundo maior consumidor, passou a ser mais ativa no mercado de commodities agrícolas.

Somente no ano passado, a produção chinesa do cereal totalizou 208,12 milhões de toneladas, o número representa um crescimento de 8% em comparação com a safra de 2011. Ainda segundo dados do governo, o país importou 5,21 milhões de toneladas de milho para ração animal, uma elevação de 197% no ano. Com informações de agências internacionais.

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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