Programa de milho para forragem vai atender pequeno criador e gerar renda para pequenos irrigantes

Publicado em 26/04/2013 11:13 351 exibições
A Bahia inicia nos próximos dias o plantio de 100 hectares de milho precoce da variedade BRS Gorutuba, desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), destinado à produção de forragem para alimentação animal. Anunciou o secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, ao percorrer, em companhia do secretário de Pernambuco, Ranilson Ramos; do secretário de Política Agrícola do Ministério de Agricultura, Neri Geller; do superintendente de Agricultura Familiar da Seagri, Wilson Dias, e do diretor da EBDA, Marcelo Mattos, a plantação de milho para forragem que faz parte do projeto piloto de Pernambuco, no distrito de irrigação de Bebedouro, em Petrolina.

De acordo com Salles, serão inicialmente 30 hectares irrigados no município de Sátiro Dias, 30 em Iaçu e 40 em Juazeiro/Curaçá. Ele informou que terá ainda esta semana uma reunião com o coordenador do Comitê de Convivência com o Semiárido do Estado, secretário da Casa Civil Rui Costa, para ajustar a área total que será plantada, mas a ideia inicial é que sejam plantados aproximadamente mil hectares ao longo dos próximos meses em diversos perímetros irrigados das regiões do semiárido baiano.

Parcerias também serão celebradas com as prefeituras vizinhas a estes perímetros onde será produzido o milho, visando minimizar o custo do frete do volumoso e faze-lo chegar rápido aos criadores cadastrados nos escritórios da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA).

O secretário explicou que esta ação é complementar à venda do milho em grão subsidiado pela Conab, que agora já tem 22 pólos de venda em municípios do semiárido baiano, sendo que 13 destes com estoque disponível e os outros nove com venda a partir do mês de maio, tendo a previsão de chegada nestes armazéns de 80 mil toneladas nestes dois meses.

O animal necessita tanto do alimento energético (grão) como do volumoso (forragens de milho ou outras, silagem, ou feno). Desta forma, os criadores poderão minimizar as perdas nos seus rebanhos. Segundo Salles "alimentar os animais somente com o grão é como querer engordar uma pessoa comendo somente caviar".

O secretário explicou que a oferta de volumosos, mesmo nos estados que possuem usinas de cana, já não existe mais, e para suprir essa necessidade a solução encontrada é o plantio dessa variedade de milho precoce, que em 45 dias estará pronto para o corte, produzindo cerca de 30 toneladas por hectare. A ideia é utilizar os perímetros irrigados que tenham fonte hídrica constante.

A produção do milho precoce vai, além de atender a necessidade do pequeno criador, gerar renda para os agricultores que serão contratados pelo governo do Estado, recebendo R$ 150,00 por tonelada de volumoso.

“Dessa forma, viabilizamos a oferta do volumoso e criamos uma alternativa de renda para o agricultor familiar dos perímetros irrigados”, concluiu o secretário.

Um dos assuntos tratados em Petrolina, na sede da Embrapa Semiárido, durante o debate sobre a reestruturação produtiva do semiárido, foi a comercialização do volumoso, que poderá ser incluído no Programa de Compra com Doação Simultânea da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Ou seja, a Conab poderá comprar o volumoso e de imediato doar aos pequenos criadores. A compra direta e doação simultânea de feno a pequenos criadores também poderá ser uma alternativa neste momento, e está sendo feito o estudo financeiro pela Seagri/ EBDA.

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Seagri-BA

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