Falta de chuvas ainda atrasa plantio do milho na Argentina

Publicado em 08/10/2013 14:52 e atualizado em 08/10/2013 15:48
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A falta de umidade dos solos segue atrasando o plantio do milho 2013/14 na Argentina, depois de um final de semana seco. No entanto, para esta semana, está prevista uma chuva ampla que poderá melhorar as condições nos próximos dias, disse Stella Carballo, especialista em clima do Instituto de Clima y Agua.

"Entre quarta e sexta-feira esperamos chuvas importantes para o norte da região agrícola, que complementariam as poucas chuvas que já cairam até o momento, concentradas no Centro-Sul da área. Algumas regiões podem receber mais de 70 milímetros", alertou Carballo.

O plantio começou em Setembro na Argentina. O país é o terceiro maior exportador mundial de milho, mas, desde então, vem sofrendo um grande atraso que levou vários órgãos a diminuirem suas estimativas para a área do grão.

Na semana passada, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires reduziu sua previsão de área de milho para 3,46 milhões de hectares. A estimativa anterior era de 3,56 milhões. Em entrevista à Reuters, o ministro da Agricultura da Argentina, Norberto Yauhar, disse à Reuters que espera uma colheita volumosa de ao menos 30 milhões de toneladas.

Buenos Aires, a principal província agrícola do país, tem um nível relativamente adequado de umidade, mas Córdoba e Santa Fé, duas das principais produtoras de milho, estão sofrendo intensamente com a escassez de chuvas. Enquanto algumas áreas necessitavam de 100 milímetros de chuvas, nos últimos dias elas receberam apenas 10 milímetros.

As chuvas desta semana devem beneficiar a maior parte da região produtora de grãos da Argentina, incluindo Córdoba e Santa Fé. 

Vários especialistas apontam que o limite para o plantio do milho é a metade do mês de outubro. Se as condições não melhorarem até lá, vários produtores deverão migrar para a soja, principal cultivo da Argentina, cujo plantio acaba de começar.

Com informações da Reuters.

Argentina: Seca prejudica agricultura e produtores da região do Chaco relatam situação desesperadora

Os produtores da provínicia de Chaco, na Argentina, vivem uma situação desesperadora em virtude da seca que assola o local. Como o estado não possui fundos para auxiliar a produção agrícola, eles esperam por uma ajuda do Governo Federal para que a campanha seja reiniciada a tempo, como apontou o presidente da Asociación de Productores Chaqueños, Daniel Karban.

"Este ano é o terceiro ano consecutivo de um fracasso quase total, salvo a parte sul e sudeste, onde caíram mais chuvas. Da Rota 16 até o Norte há uma catástrofe que já não se pode catalogar somente como emergência", disse Karban ao Chaco Día por Día.

Karbán salientou que a situação é "alarmante" e "desesperante". "A parte agrícola está toda devastada, o trigo não serve mais, o girassol está gerando o botão floral com 15 centímetros, o que é outro fracasso. Temos que ficar esperando por uma chuva que aparentemente iria cair", contou.

"Creio que teremos de precisar de ajuda do governo nacional, porque a provínicia não pode financiar nem dar resposta rápida ao setor agropecuário. O Executivo deve levar o problema à nação e pedir por fundos urgentes para que a campanha agrícola seja reiniciada e salvar os poucos animais que restam. Mas isso tem de ser urgente", finalizou.

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Por: Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

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