Milho na Semana: Compradores não têm pressa em negociar e mercado é lento no Brasil

Publicado em 11/10/2013 15:53
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O mercado brasileiro de milho teve uma semana lenta na comercialização. Isso porque o comprador não tem pressa de negociar com bons estoques. Os vendedores, por sua vez, encontram-se bem capitalizados e com excesso de retenção de oferta. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari, o câmbio e a Bolsa de Mercadorias de Chicago pressionaram as cotações na semana.

De acordo com o levantamento de setembro do IBGE, a estimativa da produção de milho em grão foi de 80.730.217 toneladas, somadas as duas safras, mantendo a estimativa de safra recorde. Do volume total da produção, 34,3 milhões de toneladas (42,5%) são de milho 1 safra e 46,4 milhões de toneladas (57,5%) são de milho 2 safra. Este é o segundo ano consecutivo em que a produção de 2 safra é maior que a 1 safra. Os produtores investiram no milho 2 safra, por este apresentar bons preços de mercado na ocasião da decisão de plantio, e por ser uma cultura que, em termos de produção, responde muito bem em sucessão à soja, além de ser tecnicamente recomendada para esta época de plantio.     

Na 1 safra, apenas os estados do Nordeste apresentaram variações relevantes. A estiagem prejudicou a produção da região, que continua indicando reduções (-4,2%) neste último levantamento. Neste mês, os estados que apresentaram redução na produção foram: Ceará (-9,0%), Rio Grande Do Norte (-3,5%), Paraíba (-16,3%), Pernambuco (-2,6%) e Bahia (-6,8%).     

A estimativa de produção do milho 2 safra em setembro apresentou aumento de 0,2% em relação à informação de agosto. A boa produtividade foi devido às boas condições climáticas, que junto com a alta tecnologia utilizada pelo produtor favoreceu o rendimento. Bahia, Goiás e Mato Grosso tiveram suas estimativas aumentadas em 3,9%, 1,7% e 0,8%, respectivamente. Já São Paulo e Paraná reduziram as estimativas em 6,4% e 0,6%, que correspondem a 85.099 t e 63.008 t, respectivamente.     

Nesta quinta-feira (10), no porto de Paranaguá, o preço ficou a R$ 23/23,50. No estado do Paraná, a cotação comprador/vendedor em Cascavel ficou a R$ 19/20,00. Em São Paulo, preço a R$ 20/20,50, na Mogiana. Em Campinas CIF, a cotação ficou a R$ 23,50. No Rio Grande do Sul, preço a R$ 24/25,00, em Erechim. Em Minas Gerais, preço em Uberlândia em R$ 23/24,00. Em Goiás, preço a R$ 17/18,00, em Rio Verde. Em Mato Grosso, Sorriso, o preço encerrou a R$ 9/13,00.

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Fonte: Safras & Mercado

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