Milho: Dados do USDA sustentam preços na CBOT e maio/14 alcança US$ 5,09/bu

Publicado em 01/04/2014 13:18 e atualizado em 01/04/2014 16:33 476 exibições

Nesta terça-feira (01), os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) trabalham do lado positivo da tabela. Os contratos da commodity dão continuidade aos ganhos registrados no último pregão e, por volta das 12h29 (horário de Brasília), os vencimentos exibiam altas de mais de 6,50 pontos. As principais posições do cereal estão acima de US$ 5,00 por bushel, o contrato maio/14 é cotado a US$ 5,08 por bushel.

De acordo com a agência internacional Bloomberg, o contrato maio/14 atingiu o patamar mais alto desde 27 de agosto. E na última sessão, os vencimentos apresentaram uma valorização de mais de 22% frente ao valor de fechamento de US$ 4,12 por bushel, registrado no dia 9 de janeiro.

Os ganhos expressivos das cotações são decorrentes dos números dos estoques trimestrais e de intenção de plantio nos EUA, divulgado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) nesta segunda-feira. Os estoques de milho do país até o dia 1º de março foram reportados em 177,96 milhões de toneladas, número inferior à expectativa dos investidores, de 180,32 milhões de toneladas.

Do mesmo modo, os dados referentes à intenção de plantio também vieram abaixo das estimativas do mercado. Na próxima safra 2014/15, os produtores norte-americanos deverão semear cerca de 37,11 milhões de hectares com o milho, contra os 37,53 milhões de hectares projetados pelos investidores.

Frente a esse cenário, a demanda pelo produto norte-americano segue aquecida. Ainda nesta segunda-feira, o USDA anunciou as vendas semanais, na semana encerrada no dia 27 de março, em 1.327.575 toneladas. Na última semana, o número divulgado foi de 1.150.102 toneladas (número revisado). 
No mesmo período do ano passado, o total inspecionado foi de 501.851 toneladas. No total acumulado no ano safra, com início no dia 1º de setembro, as vendas totalizam 22.403.648 toneladas, contra 10.983.953 milhões de toneladas no ano anterior.

Além disso, é preciso ressaltar que em outras origens como Brasil e Argentina, as vendas do milho seguem em ritmo lento. Segundo analistas, os produtores brasileiros estão mais cautelosos em relação à comercialização da safra, já no país vizinho, os agricultores têm dificuldades em negociar devido a problemas internos e cambiais.

BMF&Bovespa

Os futuros do milho negociados na BMF&Bovespa operam em alta nesta terça-feira. As cotações têm encontrado suporte na quebra da safra de milho verão devido aos problemas climáticos em importantes regiões produtoras, conforme dizem os analistas. As incertezas em relação ao tamanho da safrinha também contribuem para sustentar os preços futuros.

O clima adverso prejudicou o avanço do plantio da safrinha em várias regiões produtoras e parte da safra foi cultivada fora da janela ideal. Cenário que pode resultar em menor produtividade nesta safra. No MS, a safrinha deverá somar 7,3 milhões de toneladas, mas os produtores já acreditam em uma queda no rendimento das lavouras, uma vez que os investimentos em tecnologia foram menores.

A situação se repete no estado de Goiás, no qual, a safrinha deverá somar 4,8 milhões de toneladas, segundo informações da Faeg. Além disso, parte do plantio da segunda safra fora da janela ideal também deve contribuir para um recuo na produtividade das plantações.

Em contrapartida, no Mato Grosso a preocupação é com as chuvas excessivas. Segundo dados do Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária), depois de 11 semanas, a semeadura do milho terminou no estado, um atraso de duas semanas em relação à safra 2012/13.

Nesta safra, a área cultivada apresentou uma redução em comparação com a última estimativa. Ao todo, foram semeados 2,97 milhões de hectares, uma diminuição de 8,3% em relação ao relatório anterior. Por outro lado, grande parte da área foi cultivada fora da janela ideal e com condições climáticas desfavoráveis para a cultura. 

Já no Paraná, até hoje, o plantio da safrinha atingiu 99% da área estimada, conforme apontou o Deral (Departamento de Economia Rural). Cerca de 1% das lavouras estão em condições ruins, 7% em situação média e 92% em boas condições. O estado deverá colher em torno de 10 milhões de toneladas de milho segunda safra. 

No mercado interno, os preços da saca do cereal permanecem estáveis. Em Campinas (SP) CIF, a saca é negociada a R$ 32,00 nesta terça-feira. Já em Campo Mourão (PR), o valor é de R$ 26,00, em Campo Novo do Parecis (MT), o preço da saca é de R$ 20,50. Em Cristalina (GO), a saca é comercializada a R$ 26,50. 

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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