Milho: Preços recuam ao menor patamar em 7 semanas frente ao avanço no plantio dos EUA

Publicado em 19/05/2014 17:51 442 exibições

As cotações futuras do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) fecharam o pregão desta segunda-feira (19) do lado negativo da tabela. Ao longo das negociações, as principais posições da commodity ampliaram as perdas e finalizaram a sessão com perdas entre 5,00 e 6,25 pontos. O vencimento julho/14 era cotado a US$ 4,77 por bushel.

De acordo com informações divulgadas pela agência internacional Bloomberg, o contrato julho/14 caiu 1,3%, o menor nível desde 31 de março. A evolução na semeadura do milho da safra 2014/15 tem sido a principal variável de pressão negativa sobre os preços do cereal em Chicago.

Segundo analistas, o mercado ainda observa as previsões climáticas para o país, já que, se as condições forem desfavoráveis poderão prejudicar o término da semeadura do milho. Inclusive, em alguns estados do país, os produtores norte-americanos têm dificuldades em finalizar o plantio devido às baixas temperaturas. Em contrapartida, em outras regiões, a semeadura está quase finalizada.

Até o último dia 11 de maio, o cultivo do cereal alcançou 59% da área projetada para essa safra, conforme dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Nesta segunda-feira, o órgão deve reportar novo boletim de acompanhamento de safras, que irá apontar o percentual da área cultivada e o volume de milho emergido.

Por outro lado, os embarques do produto norte-americano seguem firmes. Nesta segunda-feira, o USDA reportou os embarques do grão em 1.060,14 milhão de toneladas até o dia 15 de maio. Na última semana, o número ficou em 1.212,65 milhão de toneladas. Ainda de acordo com o departamento, o volume total embarcado de milho norte-americano no acumulado no ano safra é de 31.509,14 milhões de toneladas. A estimativa do USDA é de 48.260,00 milhões de toneladas.

Mercado interno

Segundo o analista de mercado da Céleres Consultoria, Anderson Galvão, as cotações do cereal estão mais baixas tanto na BMF&Bovespa como no Porto devido à entrada da segunda safra. “É natural que o mercado começa a se antecipar e não houve problemas significativos com a safrinha. E o pico de oferta deve acontecer entre junho e meados de agosto, é normal que as cotações recuem”, explica.

 Além disso, o analista ressalta que as exportações brasileiras devem se aproximar ao embarcado no ano passado e chegar a 27 milhões de toneladas. “Em agosto, a nossa prioridade é o milho, então, a infraestrutura logística se volta para o embarque do cereal. E a expectativa é que esse ano, a China passe a ter alguma relevância nas compras brasileiras de milho”, acredita Galvão. 

Em relação aos estoques de milho do Brasil, o analista ressalta que existem bolsões de escassez do produto no país, como a região Nordeste. “Quem puder segurar o milho, a perspectiva é que o câmbio se aproxime de R$ 2,45 no final do ano, situação que deve favorecer a comercialização. Outro fator que também é importante é a demanda internacional firme e por último no mercado interno em alguns lugares os estoques de milho são menores”, ratifica Galvão. 

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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