Milho: Em maio, preços recuam no mercado interno frente ao aumento na oferta

Publicado em 02/06/2014 16:54 312 exibições

Após a alta registrada desde o início do ano, os preços do milho no mercado interno recuaram expressivamente durante o mês de maio. O mercado reflete o aumento na oferta disponível, uma vez que, os produtores avançaram nas negociações da safra de verão, assim como a proximidade da colheita da segunda safra, conforme explica o economista da Faeg (Federação de Agricultura e Pecuária de Goiás), Pedro Arantes.

Frente ao bom desenvolvimento da safrinha brasileira, com exceção de alguns problemas pontuais, e o clima favorável ao término do plantio e das lavouras nos EUA, os produtores evoluíram nas vendas. Segundo dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) a safra de verão totalizou 31.452 milhões de toneladas nesta safra.

“O produtor rural estava bem capitalizado, então sentou em cima da safra de verão, o que fez com que os preços subirem no início do ano. Mas como a safrinha está caminhando bem, os agricultores venderam o milho cultivado na primeira safra, situação que pressionou as cotações. Essa situação era esperada daqui a uns 30 dias no pico da colheita e não agora”, afirma Arantes.

De acordo com levantamento realizado pelo Notícias Agrícolas, durante o mês de maio, o valor da saca de 60 kg do grão fechou o dia 30/05 cotada a R$ 22,50 em Não-me-toque (RS), uma desvalorização de 10% em relação ao início do mês. No mesmo período, o valor da saca recuou 13,04% e terminou o mês negociada a R$ 20,00 em Ubiratã (PR).

Do mesmo modo, a cotação da saca de milho diminuiu durante o mês de maio em Tangará da Serra (MT), de R$ 22,50 para R$ 21,00, uma redução de 6,67%. Já em São Gabriel do Oeste (MS), os preços baixaram de R$ 23,00 para R$ 20,00 no mesmo período, uma desvalorização de 13,04%. Em Luís Eduardo Magalhães (BA), o recuo foi de 10,20% e a saca encerrou o mês cotada a R$ 22,00. No Porto de Paranaguá, a redução foi de 9,49%. Jataí (GO) foi a única praça que apresentou uma elevação nos preços de R$ 21,12 para R$ 25,50. 

Ainda assim, na visão do economista da federação, os produtores rurais devem estar atentos, pois com o avanço da colheita da segunda safra, estimada em 40.429 milhões de toneladas pela Conab, os preços têm espaço para recuar ainda mais. Diante desse cenário, as exportações brasileiras serão fundamentais para escoar o excedente da produção do país.

No mês de maio, as exportações do produto brasileiro totalizaram 126,5 mil toneladas, com média diária de 6 mil toneladas, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior. O número representa uma queda de 78,6% no volume embarcado em comparação com abril, já em relação ao mesmo período do ano passado, a queda é de 63,1%. 

“Entre primeira e segunda safra, iremos colher próximos de 75 milhões de toneladas e temos um consumo projetado entre 53 a 54 milhões de toneladas. Consequentemente, teremos que exportar, no mínimo, 20 milhões de toneladas para manter os valores da saca do cereal acima do preço mínimo. O produtor que puder segurar o produto nos próximos 60 dias poderá conseguir um preço melhor após o pico da colheita e com as exportações mais aquecidas. Mas não teremos uma explosão nas cotações”, destaca o economista.

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Por:
Fernanda Custódio // André Lopes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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