Milho: Em movimento técnico, mercado tenta recuperação em Chicago

Publicado em 13/06/2014 13:33 e atualizado em 13/06/2014 17:26 369 exibições

Ao longo das negociações no pregão desta sexta-feira (13), as cotações futuras do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) ampliaram os ganhos. Por volta das 12h43 (horário de Brasília), as principais posições da commodity apresentavam ganhos entre 4,50 e 5,25 pontos. O vencimento julho/14 era cotado a US$ 4,48 por bushel, depois de alcançar o menor patamar desde 11 de fevereiro.

Em movimento técnico, as cotações futuras do cereal buscam uma recuperação após as perdas expressivas acumuladas recentemente, segundo o analista de mercado da Safras & Mercado, Paulo Molinari. "O mercado tenta uma recuperação depois de atingir as mínimas e perder importantes patamares de suporte", afirma.

Apesar dos ganhos, o analista ainda destaca que a tendência para as cotações é baixista no curto prazo e que os preços ainda tem espaço para recuar. Cenário decorrente das boas previsões de clima nos EUA, que se confirmadas deverão favorecer ainda mais as lavouras norte-americanas. Para as próximas duas semanas, as previsões climáticas são de chuvas, sol e temperaturas mais quentes.

De acordo com o último boletim de acompanhamento de safras do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), cerca de 75% das lavouras de milho estão com condições boas e excelentes e em torno de 92% das plantações já emergiram. Com isso, os participantes do mercado já especulam sobre um possível aumento na estimativa da produtividade das plantas norte-americanas, para 177,27 sacas por hectare, número maior do que a última projeção do órgão, de 174,95 sacas por hectare.

Segundo informações divulgadas nesta sexta-feira pelo site de meteorologia internacional AccuWeather, há um grande potencial para uma safra recorde nos EUA este ano. A safra norte-americana de milho está estimada em 353,97 milhões de toneladas para safra 2014/15, segundo dados do último relatório de oferta e demanda do USDA. 

Ainda assim, o analista destaca que é preciso acompanhar o desenvolvimento das plantações nos EUA, especialmente no momento em que as lavouras estiverem em fase de polinização. “Mas até agosto teremos oscilações na Bolsa de Chicago”, diz Molinari.

BMF&Bovespa 

As cotações futuras do cereal negociadas na BMF&Bovespa também trabalham em queda nesta sexta-feira. Os preços ainda são influenciados pelas recentes quedas em Chicago, assim como, o início da colheita da segunda safra no Brasil. Essa semana, o Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária) informou que no Mato Grosso, a colheita já atinge 1,5% da área que foi cultivada. No Paraná, a colheita alcançou 1% da área estimada, segundo informações do Deral.

Entre primeira e segunda safra, o Brasil deverá colher cerca de 77,9 milhões de toneladas, conforme projeção da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). E diante desse cenário, analistas afirmam que o país dependerá das exportações para tentar equilibrar o quadro de oferta e demanda no mercado. A expectativa é que as exportações brasileiras ganhem ritmo a partir do segundo semestre.

Já no mercado interno, as cotações também estão em patamares mais baixos. Em Rio Verde (GO), a saca é negociada a R$ 19,50, valor que se mantém desde o início da semana, segundo a Comigo. Em Cascavel (PR), o preço da saca é de R$ 20,00, valor estável desde o último mês, conforme dados da Coopavel. Em Não-me-toque (RS), a saca é cotada a R$ 22,50 e em Campinas (SP) CIF, a saca é negociada a R$ 26,80.

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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