Milho: Na CBOT, mercado ainda reflete dados do USDA e fecha em baixa pelo segundo dia consecutivo

Publicado em 01/07/2014 18:23 245 exibições

As cotações futuras do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) encerraram o pregão desta terça-feira (1) do lado negativo da tabela. Ao longo das negociações, as principais posições da commodity reduziram as perdas e encerraram a sessão com quedas entre 1,50 e 2,75 pontos. O contrato julho/14 era cotado a US$ 4,22 por bushel, já o dezembro/14 também fechou a US$ 4,22, depois de alcançar US$ 4,17 por bushel, menor nível desde 10 de janeiro.

O mercado ainda refletiu os números dos relatórios do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportados nesta segunda-feira. O órgão reportou os estoques trimestrais dos EUA, até 1º de junho, em 97,87 milhões de toneladas, volume acima da expectativa do mercado, de 94,5 milhões de toneladas. Na sessão anterior, os futuros do cereal chegaram a cair em torno de 6%.

Na temporada 2014/15, os produtores norte-americanos destinaram cerca de 37,07 milhões de hectares, número abaixo do esperado pelos investidores, de 37,1 milhões de toneladas. Mesmo número divulgado pelo USDA no último boletim de oferta e demanda.

Além disso, a expectativa é que o país colha uma produção recorde de milho nesta safra. Com isso, o analista de mercado da Safras & Mercado, Paulo Molinari, destaca que nas próximas semanas os preços futuros do cereal podem buscar os US$ 4,00 por bushel, ou até mesmo os US$ 3,90 por bushel. 

Safra norte-americana

Outro fator que também está pressionando os preços do cereal em Chicago são os números das condições das lavouras norte-americanas. Nesta segunda-feira, o USDA apontou que cerca de 75% das plantas estão em boas ou excelentes condições, percentual maior do que a semana anterior, de 74%. Cerca de 20% das plantações registram situação regular e 5% estão em condições ruins ou muito ruins.

Com isso, é cada vez maior o sentimento de que o país irá colher uma safra recorde nesta temporada, de 353,97 milhões de toneladas. Ainda assim, a analista de mercado da FCStone, Ana Luiza Lodi, relata que é preciso acompanhar o clima para as próximas semanas, quando as lavouras entram em fase de polinização.

“Em grande parte da região produtora de milho nos EUA, as plantas estrarão em fase de polinização a partir da segunda quinzena de julho. E temos que considerar, que em algumas localidades, como é o caso de Iowa, o excesso de chuvas ainda é uma preocupação aos produtores”, explica Ana Luiza.

Levantamento dos preços em Chicago

De acordo com o levantamento realizado pelo Notícias Agrícolas, o vencimento julho/14 recuou em torno de 8,86% durante o mês de junho. No primeiro dia do mês, a posição era cotada a US$ 4,65 por bushel, mas alcançou o patamar de US$ 4,24 por bushel nesta segunda-feira. A situação se repetiu os contratos mais negociados do milho. O dezembro/14 perdeu 7,25% e encerrou mês cotado a US$ 4,25 por bushel.

BMF&Bovespa

As principais posições do milho na BMF&Bovespa encerraram o dia do lado negativo da tabela. Os preços continuam acompanhamento a movimentação do mercado internacional. O vencimento julho/14 terminou a sessão cotada a R$ 24,35, com desvalorização de 1,02%. No mercado interno brasileiro, as cotações praticadas também recuaram ao longo do mês de junho. Clique aqui e veja o levantamento na íntegra. 

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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