Milho: Em Chicago, mercado dá continuidade às quedas nesta 2ª feira

Publicado em 14/07/2014 09:28 339 exibições

Na sessão desta segunda-feira (14), os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) operam do lado negativo da tabela. As principais posições da commodity dão continuidade às perdas registradas no último pregão e, por volta das 8h43 (horário de Brasília), os contratos exibiam quedas entre 3,75 e 4,00 pontos. O vencimento setembro/14 era cotado a US$ 3,74 por bushel.

Na última sexta-feira, os preços do cereal foram pressionados pelos números trazidos pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). O órgão reportou a safra norte-americana de milho em 352,06 milhões de toneladas, número abaixo da expectativa do mercado, de 353,97 milhões de toneladas. Já a produtividade das lavouras foi mantida em 174,95 sacas por hectare.

Além disso, de acordo com informações divulgadas pela agência internacional de notícias Bloomberg, o clima deve ficar um pouco mais frio essa semana e também previsões de chuvas em algumas áreas do Centro-Oeste dos EUA. Até o momento, as condições climáticas têm sido favoráveis para o desenvolvimento da safra norte-americana.

Veja como fechou o mercado na última sexta-feira:

Milho: após USDA, mercado fecha o dia com menor patamar em 4 anos na CBOT

Por Carla Mendes

Os números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) foram divulgados nesta sexta-feira (11) e levaram os preços do milho para baixo dos US$ 4,00 por bushel na Bolsa de Chicago em seus principais vencimentos. Segundo informações da agência internacional Bloomberg, as cotações recuaram para seus níveis mais baixos em quatro anos. O vencimento setembro/14, referência para a safra norte-americana, encerrou o dia perdendo 8 pontos, cotado a US$ 3,78 por bushel, o contrato dezembro fechou os negócios valendo US$ 3,84, com a mesma queda. 

Os estoques finais norte-americanos de milho dos Estados Unidos na safra 2014/15 foram estimados pelo USDA em 45,75 milhões de toneladas. As expectativas, no entanto, eram de algo na casa dos 44,02 milhões de toneladas e, no boletim de junho esse número foi de 43,85 milhões. Por outro lado, a projeção para a safra do país caiu de 353,97 milhões para 352,06 milhões de toneladas. A produtividade, no entanto, foi mantida em 174,95 sacas por hectare, enquanto as expectativas do mercado eram de 176,55 sacas.

O relatório trouxe ainda números menores para as áreas plantada e colhida de milho no país, que caíram de 37,1 milhões para 37,07 milhões de hectares, e de 34,1 milhões para 33,91 milhões de hectares, respectivamente. 

O USDA acredita ainda que serão utilizadas 128,3 milhões de toneladas para a fabircação de etanol e que as exportações do país totalizem 43,2 milhões de toneladas, números que vieram em linha com o reportado em junho. 

Os números para o milho dos Estados Unidos referentes à safra 2013/14 vieram com pouca alteração. Somente os estoques finais foram revisados para cima, passando de 29,12 milhões para 31,25 milhões de toneladas. O uso do cereal para o etanol também passou por um ligeiro aumentou e ficou em 128,91 milhões de toneladas, contras as 128,3 milhões do relatório anterior. 

Todos esses números que se referem à nova safra norte-americana refletem as boas condições de clima que vêm sendo registradas nos Estados Unidos. São temperaturas amenas e chuvas de bons volumes e bem distribuídas, o que tem feito com que a classificação das lavouras recém implantadas seja a melhor dos últimos anos para esse período. 

E as previsões são de que esse bom quadro climático continue. O instituto meteorológico MDA Weather Services informou que, na próxima semana, as plantas não deverão sofrer com um stress climático por conta de seca ou calor, já que o clima mais ameno deve prevenir situações como essas.

"Nós esperamos um cenário menos positivo para os preços porque as condições das lavouras continuam muito boas e as expectativas são de grandes safras. Há pouco combustível no mercado que aumente o interesse (de fundos, principalmente), por compras", disse Sterling Smith, especialista em futuros do Citigroup, em Chicago, à Bloomberg. A instituição financeira aposta em um preço médio do milho na casa dos US$ 3,70 por bushel na CBOT no quarto trimestre do ano. 

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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