Milho: Após altas, mercado foca cenário fundamental e recua na CBOT

Publicado em 29/08/2014 08:42 e atualizado em 29/08/2014 12:57 507 exibições

As principais posições do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) operam com ligeiras quedas no pregão desta sexta-feira (29). Por volta das 8h42 (horário de Brasília), as principais posições da commodity exibiam perdas entre 0,75 e 1,50 pontos. O vencimento setembro/14 era cotado a US$ 3,61 por bushel.

Após as altas registradas na sessão anterior, os preços do cereal foram impulsionados pelos ganhos registrados no trigo, o mercado volta cair focado no cenário fundamental. As preocupações com o conflito entre a Rússia e Ucrânia, elevaram as cotações do trigo no mercado internacional.

A perspectiva de grande safra nos EUA permanece sendo o principal fator de pressão nas cotações da commodity. Além disso, os investidores já começam a se preparar para o feriado no país na próxima segunda-feira (1), devido à comemoração do Dia do Trabalho.

Veja como fechou o mercado nesta quinta-feira:

Milho: Mercado reflete ganhos do trigo e fecha pregão em alta em Chicago, no Brasil cotações seguem estáveis

Os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) encerram o pregão desta quinta-feira (28) em campo positivo. Ao longo das negociações, as principais posições do cereal ampliaram os ganhos e fecharam o dia com altas entre 4,00 e 5,75 pontos. O vencimento setembro/14 fechou a sessão cotado a US$ 3,61 por bushel, valorização de 1,62% em relação à quarta-feira.

De acordo com o analista de mercado da Cerrado Corretora, Mársio Antônio Ribeiro, os futuros do cereal foram impulsionados pela alta registrada no complexo trigo, já que os produtos são substitutos. Diante da preocupação com o conflito entre Rússia e Ucrânia, que poderá prejudicar as exportações desses países, os contratos do trigo terminaram a sessão de hoje com ganhos entre 7,75 e 9,50 pontos.

Em contrapartida, o analista destaca que os fundamentos permanecem baixistas para o mercado do milho. Frente ao clima favorável registrado nos Estados Unidos, a projeção é que os produtores norte-americanos colham ao redor de 357,98 milhões de toneladas na próxima safra, conforme dados da expedição Crop Tour, realizada pela Pro Farmer.

Por outro lado, a demanda pelo cereal norte-americano permanece aquecida. No relatório semanal de vendas para exportação, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportou as vendas referentes à safra nova até o dia 21 de agosto em 695,6 mil toneladas. O volume está pouco abaixo do divulgado na semana anterior, de 722,8 mil toneladas.

E para safra 2013/14, as vendas totalizaram 32,7 mil toneladas negativas no mesmo período. O número é inferior ao anunciado na última semana, na qual, as vendas somaram 99,8 mil toneladas de milho.

Mercado interno

No mercado brasileiro a negociação do milho continua travada, com preços estáveis. Segundo o consultor em agronegócio, Ênio Fernandes, o demandador está em uma situação confortável e adquire o produto da mão pra boca. "Eles sabem que o Brasil tem estoques altos e compram o milho em pequenas quantidades para não alterar positivamente as cotações", explica.

Já os produtores estão mais cautelosos e aguardam o 2º leilão de Pepro do Governo, que é realizado nesta quinta-feira. Até o fechamento do mercado, as operações já tinham sido finalizadas e a procura foi de 93,63%, do volume total ofertado de 1,75 milhão de toneladas.

"Todo mundo aguarda as operações, pois só depois de uns dias conseguiremos ter um reflexo dos leilões no mercado", afirma Fernandes.

Ainda na visão do analista de mercado da Cerrado Corretora, mesmo as notícias de crescimento nas exportações, as notícias são insuficientes para provocar um aquecimento nos preços. Até a quarta semana de agosto, o Brasil embarcou cerca de 2,079 milhões de toneladas e, a expectativa do mercado é o país termine o mês com número próximo de 3 milhões de toneladas.

“A exportação será crucial para definir o rumo dos preços neste final de ano. Precisamos manter o ritmo acelerado, para que o mercado comece a apresentar alguma recuperação”, diz Ribeiro.

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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