Milho: Focado nos fundamentos, mercado volta a recuar em Chicago

Publicado em 08/09/2014 08:19 323 exibições

As principais posições do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) operam em campo negativo na manhã desta segunda-feira (8). Por volta das 8h02 (horário de Brasília) os contratos exibiam perdas entre 2,50 e 2,75 pontos. O vencimento dezembro/14 era cotado a US$ 3,53 por bushel.

Após a correção técnica exibida na última sessão, os preços do cereal voltaram a recuar. Segundo informações reportadas pela agência internacional de notícias Bloomberg, o mercado voltou a focar os fundamentos e a perspectiva de uma grande safra nos Estados Unidos pesa sobre os contratos futuros do milho.

De acordo com pesquisa realizada pela Bloomberg, a produção norte-americana de milho poderá totalizar 362,63 milhões de toneladas na safra 2014/15. Na última projeção, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) projetou a safra dos EUA em 356,43 milhões de toneladas. O órgão irá reportar novo boletim no dia 11 de setembro.

Ainda assim, o clima continua sendo observada pelos participantes do mercado, já que há preocupações com possíveis geadas. "O clima é de repente preocupante, pois as temperaturas caíram acentuadamente no Centro-Oeste, com temores de uma geada precoce", disse o economista Dennis Gartman, em entrevista à Bloomberg.

Veja como fechou o mercado na última sexta-feira:

Milho: Em movimento técnico, mercado reage e fecha sessão em alta na CBOT, já no Brasil comercialização ainda é lenta

No pregão desta sexta-feira (5), os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) fecharam do lado positivo da tabela. As principais posições da commodity exibiram ganhos entre 8,75 e 10,75 pontos. O vencimento setembro/14 era cotado a US$ 3,46 por bushel.

Assim como no mercado da soja, os preços do cereal passaram um movimento de correção técnica, após as perdas expressivas registradas nas duas últimas sessões. Segundo informações da agência internacional de notícias Bloomberg, o mercado recuou ao nível mais baixo desde 2010, focado nas perspectivas de safra recorde nos EUA. Porém, os participantes do mercado não levam em consideração a ameaça potencial de uma geada no país.

As temperaturas deverão ficar mais baixas na próxima semana e uma geada é possível em algumas partes da Dakota do Norte. "Há uma preocupação muito real: a possibilidade de uma geada precoce", disse o economista Dennis Gartman, em entrevista à Bloomberg.

Exportações semanais

Até o dia 28 de agosto, as vendas de milho da safra velha foram reportadas em 7.500 mil toneladas negativas, contra 32,7 mil toneladas negativas anunciadas na semana anterior. Comparando os volumes, houve um aumento de 77% de uma semana para outra, mas, em relação à média das últimas semanas, o número representa uma queda expressiva.

Da safra 2014/15, as exportações do cereal ficaram em 525.600 mil toneladas, frente as 695,6 mil toneladas da semana anterior. O destaque foi a venda para o México, de 103.100 mil toneladas. As informações foram reportadas pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) nesta sexta-feira.

Mercado interno

No mercado brasileiro, os preços do milho fecharam a semana em queda. Segundo levantamento realizado pelo Notícias Agrícolas, nas principais praças pesquisadas, a semana foi recuo nos valores praticados. Em Londrina (PR), o saldo da semana foi de desvalorização de 2,78%, com preço da saca a R$ 15,50.

Em Jataí (GO), a queda foi de 10,24% e a saca terminou a sexta-feira (5) negociada a R$ 14,90. Do mesmo modo, no Porto de Paranaguá, a redução foi de 6,44%, com preço da saca a R$ 21,80. Em contrapartida, em Luís Eduardo Magalhães (BA), o valor registrou uma valorização de 3,89% e a saca fechou a semana cotada a R$ 18,70. 

Os analistas relatam que a comercialização do cereal permanece lenta. A perspectiva é que até o momento, em torno de 30% da segunda safra de milho tenha sido negociada. E diante dos preços em patamares mais baixos, em algumas localidades os valores estão abaixo do preços mínimos fixados pelo Governo Federal, os produtores seguram as vendas e aguardam uma reação nas cotações.

Enquanto isso, o Governo permanece realizando os leilões de Pepro (Prêmio Equalizador Pago ao Produtor). A próxima operação será realizada na próxima quinta-feira (11), com volume total ofertado de 1,8 milhão de toneladas. Novamente a maior quantidade deverá ter como origem o estado de Mato Grosso, com 1,5 milhão de toneladas de milho. 

E, por enquanto, as exportações brasileiras caminham a passos lentos. Em agosto, os embarques de milho totalizaram 2,458 milhões de toneladas e a expectativa é que comecem a ganhar ritmo a partir de agora. Com isso, a expectativa é que haja um equilíbrio entre oferta e a demanda.

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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