Milho: Em Chicago, mercado intensifica quedas com perspectiva de safra recorde nos EUA

Publicado em 08/09/2014 12:48 267 exibições

Ao longo das negociações desta segunda-feira (8), os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) ampliaram as perdas. Por volta das 12h20 (horário de Brasília), as principais posições da commodity registravam perdas entre 6,25 e 7,00 pontos. O vencimento dezembro/14 era cotado a US$ 3,49 por bushel.

De acordo com o analista de mercado da Novo Rumo Corretora, Mário Mariano, a perspectiva de safra cheia nos Estados Unidos na safra 2014/15 pressionam o mercado. A expectativa é que safra de milho norte-americana totalize 363 milhões de toneladas, número acima do último relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), de 356,43 milhões de toneladas.

Ainda nesta segunda-feira, o departamento irá reportar novo boletim de acompanhamento de safras. Na semana anterior, o órgão divulgou que cerca de 74% das plantações do cereal exibiam boas ou excelentes condições. Outro dado que também deverá influenciar no mercado esta semana são os números do relatório de oferta e demanda, que será anunciado na quinta-feira (11).

Em contrapartida, o analista ressalta que, nesse momento, a demanda é insuficiente para ocasionar uma valorização nos preços do cereal. "A demanda para farelo ou para produtos para ração da Ásia não tem sido suficiente para manter as compras e, consequentemente, uma estabilidade nas cotações. Portanto, tanto a produção quanto a demanda fazem o mercado caminhar para uma baixa no curto prazo", ratifica Mariano.  

Além disso, o analista destaca que as geadas, que poderiam atrapalhar a colheita do milho no EUA não se confirmaram. "As chuvas vieram no final de semana e esse também é um fator que pressiona as cotações de soja e milho nesse início de semana",  diz.

Mercado interno

O mercado brasileiro ainda caminha de lado, com quedas nos preços da saca em algumas praças pesquisadas pelo Notícias Agrícolas. Na grande maioria das regiões produtoras, os produtores ainda seguram o produto à espera de melhores oportunidades.

Na região de Jataí (GO), boa parte da safrinha ainda está armazenada, especialmente em silo bolsa, conforme destaca o produtor rural do município, Mozart Carvalho. Os negócios são feitos pontualmente, já que os preços giram em torno de R$ 16,50 a saca, valor abaixo do mínimo  fixado pelo Governo Federal.

Ainda na visão do analista, a decisão do produtor em reter as vendas já refletiu em uma redução nos valores dos fretes. “O que é uma coisa atípica para essa época do ano. A consciência elevada de poucas vendas poderia ser traduzida em uma melhora sensível dos preços, mas isso não acontece, pois a força maior é traduzida através dos valores praticados na Bolsa de Chicago”, afirma. 

Enquanto isso, parte dos agricultores também aguardam o próximo leilão de Pepro (Prêmio Equalizador Pago ao Produtor). A próxima operação será realizada na quinta-feira (11), com volume ofertado de 1,8 milhão de toneladas. Mais uma vez, o estado de Mato Grosso terá a maior quantidade ofertada, com 1,5 milhões de toneladas.

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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