Milho: À espera do USDA, mercado opera próximo da estabilidade

Publicado em 10/09/2014 12:54 461 exibições

Ao contrário das duas últimas sessões, os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) operam com ligeiras altas no pregão desta quarta-feira (10). Por volta das 12h20 (horário de Brasília), as principais posições da commodity exibiam leves ganhos entre 3,00 e 1,25 pontos. O vencimento dezembro/14 era cotado a US$ 3,46 por bushel, com valorização de 1,75 pontos.

O mercado exibe um movimento de correção técnica após as perdas registradas recentemente em Chicago. Além disso, os investidores também buscam um melhor posicionamento frente ao novo relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que será divulgado nesta quinta-feira (11).

Diante das boas condições das lavouras do cereal nos EUA, até o último domingo cerca de 74% das plantações apresentavam boas ou excelentes condições, a perspectiva é de safra recorde no país na temporada 2014/15. Segundo informações da agência internacional de notícias Bloomberg, as chuvas oportunas e temperaturas amenas neste verão têm contribuído para o desenvolvimento da cultura e da melhoria das perspectivas para a produção.

Com isso, na visão dos participantes do mercado, a safra norte-americana pode alcançar o recorde de 363,5 milhões de toneladas de milho. O rendimento das lavouras também deverá ficar acima do projetado pelo USDA, de 177,17 sacas por hectare, e totalizar 180,67 sacas por hectare. 

Frente a esse cenário, com perspectiva de aumento na oferta, os preços futuros do cereal não têm forças para exibir um movimento mais expressivo de recuperação. Além disso, os analistas destacam  que, nesse momento, as informações vindas do lado da demanda também são insuficientes para ocasionar uma mudança no cenário atual.

Outro fator que também pode influenciar as cotações do cereal em Chicago são os números das exportações semanais. O boletim será reportado nesta quinta-feira (11) pelo USDA. 

Mercado interno

No Brasil, com a queda nos preços, os negócios ainda são lentos. Os produtores rurais estão mais cautelosos e, em sua maioria, seguram o produto à espera de melhores oportunidades para comercializar. Nos estados de Mato Grosso e Paraná, a comercialização da safra de milho alcança 51,2% e 28%, respectivamente.

Enquanto isso, as exportações brasileiras permanecem lentas. Até o momento, os embarques de milho somam 5 milhões de toneladas, número inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, de 8 milhões de toneladas.

Paralelamente a esse quadro, os produtores também esperam o terceiro leilão de Pepro (Prêmio Equalizador Pago ao Produtor) nesta quinta-feira. Serão ofertadas cerca de 1,8 milhão de toneladas, com maior origem do estado de Mato Grosso, de 1,5 milhão de toneladas.

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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