Milho: Ainda focado nas previsões de chuvas nos EUA, mercado exibe leves altas em Chicago

Publicado em 14/10/2014 13:38 190 exibições

Durante as negociações da sessão desta terça-feira (14), as principais posições do milho permanecem trabalhando em campo positivo na Bolsa de Chicago (CBOT). Por volta das 12h50 (horário de Brasília), os futuros exibiam leves ganhos entre 2,00 e 2,25 pontos. O vencimento dezembro/14 era cotado a US$ 3,48 por bushel.

As cotações futuras da commodity dão continuidade ao movimento de alta iniciado no pregão anterior. Nesta segunda-feira, o contrato dezembro/14 subiu 3,6% e terminou o dia negociado a US$ 3,46 por bushel. De acordo com informações da agência internacional de notícias Bloomberg, o ganho registrado foi o maior desde janeiro deste ano.

O mercado tem sido impulsionado, principalmente pelas informações em relação ao clima para o Meio-Oeste norte-americano. Segundo o analista de mercado da Novo Rumo Corretora, Mário Mariano, as previsões indicam tempo chuvoso e temperaturas acima do normal, para os próximos 11 a 12 dias no Corn Belt.

"E isso é ruim para o desenvolvimento da colheita. A expectativa do mercado é que haja uma evolução entre 8% a 10% nos números que deverão ser reportados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Com isso, teremos um volume colhido ao redor de 25% a 28%", destaca o analista.

O USDA deverá divulgar seu novo boletim de acompanhamento de safras nesta terça-feira. O relatório que, normalmente é reportado toda segunda-feira ao final do dia, será divulgado hoje devido ao feriado do Dia do Colombo, comemorado ontem no país.

Enquanto isso, a demanda pelo cereal permanece firme. Nesta terça-feira, o departamento norte-americano os embarques semanais do cereal em 933.788 mil toneladas de milho, até a semana encerrada no dia 9 de outubro. O volume indicado ficou acima das expectativas do mercado, entre 740 mil a 890 mil toneladas. Na semana anterior, o volume divulgado foi de 837.632 mil toneladas.

Ainda na visão do analista de mercado, a perspectiva é que os futuros do cereal trabalhem em patamares mais altos para a próxima temporada 2015/16. "Poderemos ter preços acima de US$ 4,00 por bushel, motivado por uma redução na área cultivada com o milho nos EUA, em detrimento da soja. Em termos de bonificação ao bolso do agricultor, a oleaginosa poderá gerar um rendimento melhor", explica Mariano.

Produção de milho na Ucrânia

De acordo com informações da consultoria UkrAgroConsult, as exportações de milho da Ucrânia poderão recuar até 7% nesta temporada. O número poderá ficar ao redor de 18,5 milhões de toneladas, em função de uma colheita menor e uma oferta global maior.

Frente ao tempo mais quente e seco no final do verão e as perdas registradas em algumas localidades devido aos conflitos no leste do país, a safra de milho do país deverá ser menor, em torno de 25,9 milhões de toneladas. No início do ano, os dados sobre o conflito entre a Ucrânia e Rússia, impulsionaram os preços do cereal no mercado internacional.

Mercado interno

No mercado interno brasileiro, as exportações ainda permanecem lentas. Até a segunda semana de outubro, os embarques somaram 1,33 milhão de toneladas, com uma média diária de 166,4 mil toneladas, frente as 171,9 mil toneladas na média de todo o mês de outubro de 2013. As informações foram reportadas pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) nesta segunda-feira.

De janeiro a setembro, o Brasil embarcou cerca de 11,1 milhões de toneladas de milho, com queda de 30% em relação ao mesmo período de 2013. No mesmo período do ano, em torno de 15,7 milhões de toneladas foram exportadas. Para essa temporada, a Conab (Companhia Nacional do Abastecimento) revisou para baixo a projeção para as exportações de 21 milhões, para 19,5 milhões de toneladas.

Paralelo a esse cenário, os produtores ainda seguram o produto à espera de melhores oportunidades de comercialização, enquanto os compradores compram o produto de maneira mais lenta. Por outro lado, os agricultores também esperam a continuidade das operações dos leilões de Pepro (Prêmio Equalizador Pago ao Produtor). A companhia irá realizar uma nova operação na próxima sexta-feira, cerca de 90 mil toneladas, mas, somente para os agricultores do estado do Tocantins. 

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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