Milho: Mercado tem volatilidade em Chicago, mas mantém altas na BM&F nesta quinta (23)

Publicado em 23/10/2014 09:05 e atualizado em 23/10/2014 09:47 226 exibições

No início da sessão desta quinta-feira (23), os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) operam com leves altas. Por volta das 9h51 (horário de Brasília), as principais posições do cereal exibiam ligeiros ganhos entre 0,25 e 0,75 pontos. O vencimento dezembro/14 era cotado a US$ 3,53 por bushel.

No início da sessão desta quinta-feira (23), os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) operam com leves altas. Por volta das 9h51 (horário de Brasília), as principais posições do cereal exibiam ligeiros ganhos entre 0,25 e 0,75 pontos. O vencimento dezembro/14 era cotado a US$ 3,53 por bushel. 

Na BM&F, porém, os principais vencimentos ainda trabalham em campo positivo, com exceção do novembro/14, que perdia, por volta das 10h30, 0,19% e era cotado a R$ 26,40 por saca. Já o janeiro e março 2015 tinham 0,42 e 0,55% de alta, respectivamente, atuando a R$ 28,47 e R$ 29,15/saca. 

O mercado voltou a subir, após as perdas registradas no pregão anterior. Os preços recuaram frente à expectativa de avanço na colheita do milho norte-americano durante essa semana, com o clima mais seco.

Os participantes do mercado também aguardam novo boletim de vendas para exportação. O USDA (Departamento de Agricultura dos  Estados Unidos) irá reportar os números ainda nesta quinta-feira.

Veja como fechou o mercado nesta quarta-feira:

Milho: Com especulações de clima no Brasil, contrato março/15 chega a R$ 29,00 na BM&F; em Paranaguá saca alcança R$ 26,00

No pregão desta quarta-feira (22), os futuros do milho negociados na BMF&Bovespa  terminaram com ganhos expressivos. As principais posições da commodity fecharam o dia com altas entre 2,72% a 3,33%. O vencimento novembro/14 era cotado a R$ 26,45 a saca, já o março/15 encerrou a R$ 29,00 a saca. 

O analista de mercado da Agrogt Corretora de Cereais, Gilberto Toniolo, explica que os preços futuros do cereal têm sido impulsionados pelas especulações em relação ao clima no Brasil. Até o momento, em muitas regiões do país, o plantio da safra de verão permanece lento devido às chuvas irregulares. 

"Os produtores ainda não conseguiram cultivar a primeira safra. E com o atraso na semeadura da soja devemos ter uma redução na janela ideal de cultivo do milho safrinha no próximo ano", ratifica Toniolo.

Ainda assim, o analista destaca que a situação é uma especulação e caso as chuvas retornem às principais regiões produtoras nos próximos dias os preços podem ceder. De acordo com informações da Climatempo, as precipitações devem voltar com mais regularidade no Sudeste e Centro-Oeste a partir do próximo final de semana.

Paralelo a esse cenário, Toniolo ressalta que nesse momento as especulações em relação ao clima pesam mais sobre os preços. No entanto, o produtor rural também deve observar os números dos estoques brasileiros. Em seu último boletim, a Conab (Companhia Nacional do Abastecimento) revisou para 18.338,4 milhões de toneladas os estoques finais da safra 2014/15. 

Outro fator que também contribui para ocasionar uma pressão positiva nos preços futuros é a retração nas vendas por parte dos produtores rurais. Boa parte dos agricultores ainda aguarda por melhores oportunidades de comercialização e seguram o produto.

"Em SP, temos alguns negócios pontuais sendo realizados. No mercado interno paulista, os preços variam de R$ 22,50 a R$ 23,00, mas com o frete o valor chega a R$ 25,50. Enquanto isso, o produto vindo de fora do estado chega a R$ 23,50 a R$ 24,00", destaca o analista.

Mercado interno

Apesar da queda registrada no mercado internacional, os preços praticados no mercado interno brasileiro registraram ganhos em algumas praças. Segundo levantamento realizado pelo Notícias Agrícolas, o preço no Porto de Paranaguá subiu para R$ 26,00, valorização de 4,00%. Em Ubiratã (PR) e em Londrina (PR), o dia também de alta, ambas com valor de R$ 18,00 para a saca do cereal.

Pelo segundo dia consecutivo, os valores registraram valorizações, alavancadas por mais um avanço da moeda norte-americana. Nesta quarta-feira, o dólar fechou o dia negociado a R$ 2,48, com ganhos de 0,15%, acumulando uma alta de quase 2% nos últimos três dias, conforme informação da Reuters.

A retenção das vendas por parte dos produtores rurais também influencia positivamente nos preços do cereal. Outra informação que também contribui para a firmeza do mercado são os leilões de Pepro (Prêmio Equalizador Pago ao Produtor). A quinta operação da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) irá ofertar 910 mil toneladas de milho da safra 2013/14 e 2014. 

Bolsa de Chicago

Durante os negócios desta quarta-feira., os futuros do milho na Bolsa de Chicago (CBOT) reverteram os ganhos e fecharam o dia com perdas entre 2,25 e 3,00 pontos. O contrato dezembro/14 era cotado a US$ 3,53 por bushel.

Ainda na visão do analista da Agrogt, os participantes do mercado já começam a observar à possibilidade de evolução nos trabalhos nos campos durante essa semana, com o tempo mais seco. Após o excesso de chuvas, que atrasaram a colheita e impulsionaram os preços, as previsões climáticas indicam tempo firme.

No início da semana, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) indicou que, a colheita estava completa em apenas 31% da área cultivada. O índice está abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, de 38% e da média dos últimos cinco anos, de 53%. Já os participantes do mercado apostavam em número próximo de 36% da área colhida.

Em contrapartida, ainda de acordo com dados da Farm Futures, outro sistema climático começa a se desenvolver nas planícies nos EUA e deve trazer chuvas fracas para a maior parte do Cinturão de milho, já no próximo final de semana. As precipitações também deverão aparecer no leste de Nebraska e Wisconsin.

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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