Milho: Em Paranaguá, saca do cereal chega a R$ 28,20 frente à alta do dólar e na CBOT

Publicado em 13/11/2014 12:13 e atualizado em 14/11/2014 17:20 237 exibições

No Porto de Paranaguá, os preços do milho permanecem firmes. Após ter encerrado a quarta-feira negociada a R$ 28,00, os valores subiram para R$ 28,20, ao longo dos negócios registrados na manhã desta quinta-feira (13). A alta é reflexo dos ganhos observados no mercado internacional e a valorização do câmbio.

A moeda norte-americana registrava alta de 0,43%, negociada a R$ 2,57, por volta das 12h52 (horário de Brasília). A situação é decorrente da indefinição da equipe que comandará a economia no país no novo mandato da presidente Dilma Rousseff. Os componentes também têm contribuído para o suporte e avanço visto nos preços do cereal nas principais praças pelo país.

Consequentemente, a melhora nos preços tem possibilitado a evolução das exportações brasileiras. Entre janeiro e setembro, os produtores brasileiros embarcaram mais de 11 milhões de toneladas do cereal, somente em outubro, o número ficou em 3,18 milhões de toneladas. E na primeira semana de novembro, o volume exportado foi de 139,3 mil toneladas do grão.

Paralelamente a esse cenário, o mercado já observa a redução da área destinada ao cereal na primeira safra e também o atraso no cultivo da soja, que já reflete na janela ideal de plantio do milho segunda safra. A preocupação já tem influenciado os preços da BM&F Bovespa que, apesar recuo desta quinta-feira devido ao movimento de realização de lucros, registrou uma forte alta recentemente. 

No MT, por exemplo, importante estado produtor de milho, a redução na área cultivada com o grão pode chegar a 40% no Leste do estado, de acordo com dados da Aprosoja MT. Já nas regiões Oeste e Sul, a expectativa é de recuo de 15% e no Norte o percentual pode alcançar 30%.

Bolsa de Chicago

Ao longo da sessão desta quinta-feira (13), os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) ampliaram levemente os ganhos registrados. Por volta das 12h40 (horário de Brasília), as principais posições do cereal exibiam altas entre 3,75 e 4,25 pontos. O contrato dezembro/14 era cotado a US$ 3,82 por bushel e o julho/15 a US$ 4,10 por bushel. 

No mercado internacional, as cotações sobem pelo quarto dia consecutivo, reflexo das especulações de que o clima frio nos Estados Unidos irá aumentar a demanda por ração animal, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pela agência internacional de notícias Bloomberg. A previsão indica que uma massa de ar ártico as temperaturas ficarão até 40 graus abaixo do registrado nessa época do ano no país. 

Com isso, os animais precisarão utilizar mais energia para se manterem aquecidos, o que levou os pecuaristas a aumentar os estoques de alimentação tipicamente feitas de milho e farelo de soja. "O inverno nos EUA é esperado para ser mais frio do que o normal e que podem aumentar a demanda", disse o gerente sênior de commodities da Phillip Futures Pte, Avtar Sandu, em entrevista à Bloomberg.

Inclusive, nesta quarta-feira, a agência Reuters divulgou que, a demanda aquecida, especialmente por ração animal deve ser um dos fatores de suporte aos preços do milho em 2015. Além disso, os investidores também aguardam o novo boletim de vendas para exportação, que será anunciado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) nesta sexta-feira (14).

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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