Milho: Em Chicago, preços operam próximos da estabilidade na sessão desta 5ª feira

Publicado em 04/12/2014 09:20 e atualizado em 04/12/2014 12:59 103 exibições

As principais posições do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) operam com leves quedas no início da sessão desta quinta-feira (4). Por volta das 10h09 (horário de Brasília), as principais posições da commodity exibiam perdas de 0,50 pontos. O vencimento março/15 era cotado a US$ 3,81por bushel.

De acordo com informações do site internacional Farm Futures, no pregão anterior, os preços reverteram as perdas no final do dia, impulsionados pelas informações de vendas, reportado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Ontem, o órgão informou a venda de 196 mil toneladas do cereal para o México.

Ainda assim, os investidores ainda observam a movimentação dos preços do petróleo. Outro fator que também deve influenciar o andamento dos negócios nesta quinta-feira, é o relatório de vendas para exportação, que será divulgado ao longo dia. O relatório é um importante indicativo de demanda.

Veja como fechou o mercado na quarta-feira:

Milho: Na BM&F, preços recuam pelo 3º dia consecutivo e março/15 chega a R$ 28,67 a saca

Pelo terceiro dia consecutivo, os futuros do milho na BM&F Bovespa terminaram o pregão do lado negativo da tabela. As principais posições do cereal registraram desvalorizações entre 0,74% e 1,78%. O vencimento março/15 era cotado a R$ 28,67 a saca.

A queda do dólar tem um papel importante na pressão sobre o mercado do cereal. O câmbio encerrou o dia cotado a R$ 2,5567 na venda, com perda de 0,74%. Na mínima da sessão, a moeda norte-americana chegou ao patamar de R$ 2,5495, de acordo com dados reportados pela agência Reuters.

Além disso, a tendência é que as cotações do cereal busquem uma acomodação depois das altas registradas recentemente. Os analistas explicam que, os dois fatores que impulsionaram o mercado, a valorização do dólar e o atraso no plantio da safra de verão, acabaram perdendo força.

O câmbio busca uma acomodação e em relação ao plantio, com o retorno das chuvas nas principais regiões produtoras trouxeram certa tranquilidade ao mercado. De acordo com dados da Somar Meteorologia, as chuvas deverão ficar mais regulares na próxima semana, entre os dias 7 a 11 de dezembro. 

Durante o período, as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste serão as mais beneficiadas com as precipitações que poderão ficar entre 30 até 70 mm. Especialmente, os estados do Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás, deverão registrar o maior volume acumulado com chuvas de 50 mm.

Na semana seguinte, entre os dias 12 a 16 de dezembro, as chuvas permanecem nas localidades. E nos estados de MT e GO, os volumes pode superar 100 mm. Outro fator que também deve influenciar os preços do cereal são as projeções para os estoques. Os produtores também devem estar atentos aos números, já que para essa safra, a Conab indica os estoques acima das 14 milhões de toneladas.

Mercado interno

As cotações do milho no mercado interno brasileiro tiveram um dia calmo, na estabilidade, segundo dados do levantamento realizado pelo Notícias Agrícolas. No Porto de Paranaguá, a cotação do milho subiu 2,59% e, terminou a R$ 27,70 a saca. Apesar da queda do dólar, a alta registrada nas cotações no mercado internacional acabaram impulsionando os valores.

Por outro lado, em São Gabriel do Oeste (MS), o valor da saca do cereal recuou 4,04% e encerrou o dia a R$ 19,00 a saca. Um dos fatores que alavancaram os preços do grão no mercado interno, depois da colheita da safrinha, foi a decisão do produtor rural em segurar as vendas à espera de melhores oportunidades.

E com a melhora no cenário, os analistas já sinalizam que os produtores devem estar atentos ao mercado. "Os agricultores devem estar atentos, pois as exportações ainda estão em nível preocupante e alta vista no mercado - futuro - tem mais um caráter especulativo. Por isso, é perigoso que os produtores carreguem o grão para vender mais adiante", alerta Cogo.

Isso porque, logo se iniciará a colheita da safra de verão e haverá milho no mercado, além disso, é preciso liberar espaços nos armazéns para estocar a cultura da soja.

Bolsa de Chicago

Ao longo dos negócios desta quarta-feira (3), as principais posições do milho na Bolsa de Chicago (CBOT) terminaram a sessão do lado positivo da tabela. Os vencimentos da commodity, que chegaram a cair mais de 5 pontos durante o pregão, reverteram as quedas no final do dia e exibiram ligeiras altas entre 0,50 e 1,25 pontos. O vencimento dezembro/14 era cotado a US$ 3,69 por bushel.

Os preços do cereal voltaram a subir após as quedas expressivas registradas no dia anterior, quando o mercado foi pressionado pelas baixas observadas nas cotações do petróleo. Esse, inclusive, foi um dos fatores que fez com que o mercado mantivesse o tom negativo para o mercado em boa parte da sessão de hoje.

Ainda assim, os analistas destacam que, a influência do petróleo nas commodities é grande e a situação ainda deve continuar sendo observada pelos investidores. No caso do milho, com o valor mais baixo do petróleo, o etanol acaba perdendo a competitividade.

"O milho tem um vínculo maior com o petróleo, com os preços em patamares mais baixos, acaba desestimulando a produção de etanol. E nos EUA, cerca de 36% da safra do cereal é destinada à produção do etanol", conforme explica o consultor de mercado da Carlos Cogo Consultoria Agroeconômica, Carlos Cogo.

A produção de etanol, a partir do milho, tem uma importância muito expressiva nos EUA. Tanto é que, cerca de 130,82 milhões de toneladas do grão, dos 365,67 milhões de toneladas previstas para essa safra, serão destinadas à produção do etanol.  As informações foram divulgadas no último boletim de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

Em contrapartida, como um fator limitante das quedas, o USDA reportou nesta quarta-feira a venda de 196 mil toneladas de milho para o México. O volume deverá ser entregue na temporada 2014/15. Esse é o segundo anúncio de vendas feito essa semana. Na última segunda-feira, foi divulgada a venda de 126 mil toneladas do cereal para destinos desconhecidos.

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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