Milho: À espera do USDA, mercado dá continuidade ao movimento negativo na sessão desta 3ª feira

Publicado em 09/12/2014 07:30 e atualizado em 09/12/2014 12:34 321 exibições

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os futuros do milho trabalham do lado negativo da tabela na manhã desta terça-feira (9). Por volta das 8h12 (horário de Brasília), as principais posições da commodity exibiam quedas entre 1,75 a 2,50 pontos. O vencimento março/15 era negociado a US$ 3,88 por bushel.

O mercado dá continuidade ao movimento de perda iniciado na sessão anterior. De acordo com informações do site internacional Farm Futures, os preços do cereal foram pressionados pela desaceleração nos embarques semanais. Nesta segunda-feira, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportou os embarques do milho em 532,498 mil toneladas até o dia 4 de dezembro.

O volume ficou abaixo do registrado na semana passada, de 755,127 mil toneladas e das expectativas dos participantes do mercado, que apostavam em um número entre 640 mil a 790 mil toneladas. Paralelamente, o site também aponta que, os investidores já começam a se preparar para a divulgação do novo relatório de oferta e demanda do departamento norte-americano, que será anunciado nesta quarta-feira (10).

Em contrapartida, a agência internacional de notícias Bloomberg destaca que a queda nos preços do petróleo ainda influenciam as cotações do cereal. O milho é o produto agrícola mais afetado pela redução nos valores do petróleo, isso porque, a situação afeta a competitividade do etanol. Nos EUA, cerca de 130,82 milhões de toneladas de milho serão destinadas à produção de etanol. 

"Além disso, o petróleo mais barato também impacta na redução nos custos de produção, o que poderia estimular os agricultores a aumentar as plantações", disse o analista da SocGen, Christopher Narayanan, em entrevista à Bloomberg.

Veja como fechou o mercado nesta segunda-feira:

Milho: Frente à valorização do dólar, preço sobe e alcança R$ 28,80 a saca no Porto de Paranaguá

Segundo levantamento realizado pelo Notícias Agrícolas, o preço do milho praticado no Porto de Paranaguá terminou a segunda-feira (8), com alta de 2,86%, cotado a R$ 28,80 a saca. Como principal fator de suporte ao preço está o fechamento positivo do dólar nesse início de semana.

A moeda norte-americana encerrou a sessão cotado a R$ 2,6115 na venda, com ganho de 0,7%. De acordo com dados agência Reuters, o valor é o maior patamar de fechamento desde abril de 2005. Em Jataí (GO), o dia também foi de alta de 1,76%, com a saca negociada a R$ 21,37 a saca. 

Na contramão desse quadro, em Tangará da Serra e em Campo Novo do Parecis, ambas no estado de Mato Grosso, recuaram e terminaram o dia com valores de R$ 18,50 e R$ 17,00, respectivamente. Nas demais praças pesquisadas, o dia foi de estabilidade.

BM&F Bovespa

As principais posições do milho na BM&F Bovespa terminaram o pregão de hoje com ligeiras perdas. Os vencimentos do cereal finalizaram a sessão com desvalorizações entre 0,30% e 0,56%. Apenas o contrato maio/15 se manteve em campo positivo, cotado a R$ 28,59 a saca.

Apesar da alta do dólar, os preços foram pressionados pela queda registrada no mercado internacional. No final da semana anterior, os futuros do cereal voltaram a subir alavancados pelo comportamento do câmbio, mas, ainda assim, a expectativa é que as cotações busquem uma acomodação. 

Bolsa de Chicago

Na sessão desta segunda-feira (8), os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) terminaram o dia do lado negativo da tabela. As principais posições do cereal fecharam o pregão com perdas entre 4,50 e 5,25 pontos. O vencimento março/15 era cotado a US$ 3,90 por bushel e o contrato maio/15 perdeu o patamar dos US$ 4,00 por bushel.

Ao longo dos negócios, os futuros da commodity até tentaram esboçar uma reação, impulsionada pelo anúncio da venda de 136 mil toneladas do grão para o Japão. A venda foi reportada pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) e o volume deverá ser entregue na temporada 2014/15.

Porém, o mercado voltou a cair após a divulgação do novo relatório de embarques semanais. Até o dia 4 de dezembro, os embarques ficaram em 532,498 mil toneladas. O número ficou abaixo das expectativas do mercado entre 640 mil a 790 mil toneladas, o que pressionou os preços do cereal, conforme dados do site internacional Farm Futures. O volume também ficou abaixo do registrado na semana anterior, de 755,127 mil toneladas.

No acumulado no ano safra, os Estados Unidos já embarcaram 9.613,655 milhões de toneladas de milho. No mesmo período do ano passado, o volume era de 9.184,247 milhões de toneladas. Para essa temporada, a estimativa do USDA é que sejam exportadas 44,45 milhões de toneladas do cereal durante o ano comercial.

Na visão do economista da Granoeste Corretora de Cereais, Camilo Motter, também destaca que, a presença dos fundos de investimentos na ponta vendedora também deram o tom negativo ao pregão de hoje. "Além disso, temos a queda nos preços do petróleo e as exportações de milho estão mais lentas", destaca.

Paralelamente, os investidores já começam a se posicionar para o novo boletim de oferta e demanda do USDA, que será divulgado na próxima quarta-feira (10). A expectativa inicial é que o departamento norte-americano mantenha os números das exportações e da oferta, estimados em 44,45 milhões de toneladas e 365,67 milhões de toneladas, respectivamente. Entretanto, os participantes do mercado apostam em um aumento na projeção para a produção de etanol.

Em seu último relatório, o USDA apontou a produção de etanol nos Estados Unidos em 130,82 milhões de toneladas. Porém, normalmente, o governo espera o boletim de janeiro para fazer grandes ajustes nos números, após atualizar os dados de produção e estoques. 

"Por outro lado, também há notícias no mercado de que a Ucrânia está oferecendo o produto mais barato, o que ajuda a pressionar o mercado. E para compor o quadro, os estoques na China deverão ficar mais altos, a perspectiva é que os estoque fiquem próximos de 120 milhões de toneladas, contra 77 milhões de toneladas estimadas pelo USDA", finaliza o economista.

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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