Milho: Na BM&F, preços exibem altas expressivas e contrato março/15 alcança R$ 30,80 a saca

Publicado em 11/12/2014 12:37 e atualizado em 11/12/2014 17:30 296 exibições

A quinta-feira (11) é mais um dia de alta expressiva aos preços do milho na BM&F Bovespa. Por volta das 13h18 (horário de Brasília), as principais posições do cereal registravam ganhos entre 1,57% a 2,87%. O vencimento março/15 era cotado a R$ 30,80 a saca, com valorização de 2,50%. No fechamento anterior, o contrato exibiu o valor de R$ 30,05 a saca.

Depois das perdas recentes, o mercado voltou a subir, especialmente durante essa semana. Desde a última segunda-feira (8), os futuros do cereal têm exibido altas fortes. Em relação ao início da semana, o contrato março/15 já acumula alta de 4,62%. 

A valorização dos preços é um movimento decorrente dos ganhos registrados no câmbio. Hoje, a moeda norte-americana é cotada ao redor de R$ 2,6356 na venda, com ganho de 0,88%. Segundo informações do site G1, o dólar opera em campo positivo à espera das decisões da nova equipe econômica e de sinais sobre o futuro das atuações do Banco Central na moeda. 

Do mesmo modo, os ganhos registrados no mercado internacional também influenciam positivamente os preços praticados na bolsa brasileira. 

Bolsa de Chicago

As principais posições do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) dão continuidade ao movimento positivo no pregão desta quinta-feira (11). O mercado tem conseguido sustentar as altas e, por volta das 12h51 (horário de Brasília), os contratos do cereal exibiam ganhos entre 1,25 e 2,50 pontos. O vencimento março/15 era cotado a US$ 3,96 por bushel.

O mercado esboça uma recuperação após a divulgação do relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportado nesta quarta-feira.  Ontem, o órgão revisou para cima os números da produção mundial do grão, referente a safra 2014/15 e os estoques globais, que ficaram em 991,58 milhões e 192,20 milhões de toneladas, respectivamente.

Na contramão desse quadro, o departamento reduziu os estoques norte-americanos de 51,01 milhões para 50,75 milhões de toneladas do cereal. Por outro lado, o boletim de vendas para exportação, divulgado no início da tarde pelo USDA, acaba contribuindo para dar firmeza ao mercado do cereal.

Até a semana encerrada no dia 4 de dezembro, as vendas do cereal totalizaram 962,800 mil toneladas. Em comparação com o volume da semana anterior, de 1.170,6 milhões de toneladas, o número representa uma queda de 18%. Ainda assim, em relação à média das últimas quatro semanas, o volume é 9% maior.

O número ficou dentro da expectativa dos participantes do mercado, que apostavam em um volume entre 800,15 mil a 1.000 milhão de toneladas do cereal. Como destaques para as compras do produto norte-americano, o departamento citou o Japão, México e Coreia do Sul. 

Com isso, no acumulado do ano safra, os produtores já negociaram cerca de 23.712,8 milhões de toneladas de milho. A estimativa do USDA para as exportações nesta temporada é de 44.450,0 milhões de toneladas do grão. 

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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