Milho: Mercado amplia perdas na sessão desta 6ª feira, com forte valorização do dólar

Publicado em 06/03/2015 08:18 e atualizado em 08/03/2015 21:38
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As principais posições do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) ampliaram as perdas ao longo da sessão desta sexta-feira (6). Por volta das 13h49 (horário de Brasília), os vencimentos da commodity exibiam quedas entre 5,25 e 6,00 pontos. O vencimento maio/15 era cotado a US$ 3,84 por bushel.

De acordo com informações reportadas pelas agências internacionais, o mercado tem sido pressionado pela forte valorização do dólar frente a outras moedas. Com a moeda norte-americana mais alta, o mercado do cereal acaba perdendo competitividade no mercado externo para outros países, especialmente a Ucrânia.

Paralelamente, os investidores também já buscam um melhor posicionamento diante do novo relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que será reportado na próxima terça-feira (10). No dia anterior, os preços do cereal conseguiram encontrar suporte nos números das vendas para exportação indicadas pelo órgão.

Até o dia 26 de fevereiro, as vendas de milho totalizaram 828,100 mil toneladas, contra 715,9 mil toneladas divulgadas na semana anterior. Ainda assim, os analistas ressaltam que, o mercado ainda opera de maneira muito técnica e tenta se manter próximo do patamar dos US$ 3,80 por bushel.

Veja como fechou o mercado nesta quinta-feira:

Milho: Números das exportações dão suporte e mercado fecha sessão com leve alta em Chicago

No pregão desta quinta-feira (5), os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) fecharam com leve alta. As principais posições do cereal exibiram ganhos entre 0,75 e 1,25 pontos. O vencimento maio/15 era cotado a US$ 3,90 por bushel, depois de ter encerrado o dia anterior a US$ 3,89 por bushel.

Apesar da queda nos mercados vizinhos, da soja e do trigo, os contratos da commodity conseguiram se sustentar, com suporte nos números das vendas para exportação, conforme dados das agências internacionais. Hoje, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos),  reportou as vendas em 828,100 mil toneladas do grão para a temporada 2014/15 até o dia 26 de fevereiro.

O volume representa um crescimento de 16% em relação à semana anterior, na qual, foram negociadas 715,9 mil toneladas. Contudo, em comparação com a média das últimas quatro semanas, o número registra uma queda de 5%. 

No mesmo período, o principal comprador do milho norte-americano foi a Arábia Saudita, com 285,300 mil toneladas. Em segundo lugar, ficou o Japão, que adquiriu 262,000 mil toneladas do cereal. Ainda assim, os analistas destacam que, o mercado ainda opera de maneira muito técnica, diante da falta de novidades e tenta manter o patamar dos US$ 3,80 por bushel.

Ainda nesta quinta-feira, o Sistema de Informação do Mercado Agrícola (AMIS), órgão do G-20, estimou a produção mundial de milho da safra 2014/15 em 1,022 bilhão de toneladas, contra 1,011 bilhão do ano anterior. Já os estoques globais, deverão ficar ao redor de 210 milhões de toneladas, contra 208 milhões de toneladas estimados no mês anterior.

A projeção está acima do último número indicado pelo USDA, de 991,29 milhões de toneladas de milho. Os estoques foram projetados em 189,64 milhões de toneladas. Em recente divulgação, o Conselho Internacional de Grãos (IGC, na sigla em inglês) estimou a produção mundial de milho da safra 2015/16 em 938 milhões de toneladas.

Safra da Argentina

Segundo informações da Bolsa de Cereais, na Argentina, a colheita do milho da safra 2014/15 chegou a 2,7% da área total cultivada. O percentual é equivalente a 670 mil toneladas, semeados em 83 mil hectares. 

Em comparação com a semana anterior, o número representa uma evolução de 1% e está 0,7% mais adiantada do que no ano anterior. Nesta temporada, a perspectiva é que sejam colhidas 22,5 milhões de toneladas de milho.

BM&F Bovespa

Os preços futuros do milho na BM&F Bovespa fecharam o pregão desta quinta-feira (5), com ligeiras perdas, próximos da estabilidade. Depois de dois dias consecutivos de ganhos, as cotações recuaram, entre 0,03% e 0,14%. A posição maio/15 era cotada a R$ 29,41 a saca.

Nos últimos dias, o mercado tem sido impulsionado pela alta do dólar. Nesta quinta-feira, a moeda norte-americana subiu 1,03%, cotado a R$ 3,0115 na venda, depois de chegar a R$ 3,0231 na máxima da sessão. Esse é o maior patamar de fechamento desde 13 de agosto de 2004, quando chegou a R$ 3,021, conforme dados da agência Reuters.

Mercado interno

A quinta-feira foi de preços estáveis aos preços do milho no mercado interno brasileiro. De acordo com levantamento realizado pelo Notícias Agrícolas, em Tangará da Serra (MT), o preço subiu 2,50%, terminou o dia a R$ 20,50. Na contramão desse cenário, em Campo Novo do Parecis (MT), o dia foi de queda, de 2,63%, com a saca a R$ 18,50.

Nos Portos brasileiros, os preços foram mantidos em R$ 30,00, para entrega em outubro/15, em Paranaguá, R$ 30,50, em Rio Grande e R$ 30,30, em Santos. Ainda de acordo com os analistas, o câmbio mais forte também tem ajudado na manutenção nos preços do cereal no mercado interno.

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Por: Fernanda Custódio
Fonte: Notícias Agrícolas

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